D. Manuel Clemente referiu-se à importância da Jornada Mundial da Juventude em cada pontificado

Lisboa, 03 jan 2023 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa disse que “a vinda a Portugal e a grande adesão que suscitou foram para Bento XI bálsamo e incentivo”, como “serão decerto para o Papa Francisco” na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em agosto.

“Quem está nestes serviços centrais da Igreja nem sempre tem contacto direto com a realidade assim em grande. Por isso, encontros deste género, ainda por cima, protagonizados pela Igreja mais jovem, por tudo aquilo que há de mais vital e vitalizador na vida da Igreja, necessariamente dá reforço a quem tem de trabalhar por todos mas, às vezes está sozinho”, explicou D. Manuel Clemente, esta segunda-feira, em declarações aos jornalistas.

Na homilia da Missa de sufrágio pelo Papa emérito que presidiu, na Sé, o cardeal-patriarca de Lisboa recordou que a viagem de Bento XVI a Lisboa “aconteceu num período de purificação interna da Igreja e correção do que havia e há a corrigir”, “não lhe faltaram incompreensões e resistências”,.

“Também por isso a sua vinda a Portugal e a grande adesão que suscitou no que disse e onde esteve foram para Bento XI bálsamo e incentivo para seguir em frente. Como serão decerto para o Papa Francisco em agosto próximo, quando nos visitar na Jornada Mundial da Juventude”, desenvolveu.

A próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) vai realizar-se em Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023. Um acontecimento religioso e cultural, organizado pela Igreja Católica, que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo.

D. Manuel Clemente, acrescentou aos jornalistas, que encontros deste género “são sempre um bálsamo necessariamente” e vai ser para o Papa Francisco “uma coisa magnífica”, porque ele “gosta muito disto, as pernas agora não ajudam muito mas o coração está lá”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que também participou na Missa de sufrágio por Bento XVI, a JMJ Lisboa será “um momento único na história de Lisboa”, e “é um bálsamo” no momento atual de “um mundo que está em crise”, com guerra na Europa.

“Essa esperança que o Papa Francisco pode trazer para Lisboa é muito importante para todos nós, para a juventude, e, sobretudo, para o símbolo desta cidade que quer ser e é uma cidade aberta: Aberta ao mundo, aberta às religiões”, desenvolveu Carlos Moedas.

Aos jornalistas, o presidente do município da capital de Portugal destacou também o diálogo inter-religioso e o ecumenismo, acrescentando que a JMJ 2023 “vai trazer a Lisboa outras religiões, uma cidade que foi sempre aberta a todos e a todas”.

CB/PR

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