Reunião de Equipa Nacional decorreu em Aveiro

Aveiro, 22 set 2020 (Ecclesia) – A Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) manifestou, em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, a sua preocupação com o impacto da pandemia sobre a sociedade e as relações laborais.

“Esta crise sanitária e de consequências económicas muito preocupantes e ainda imprevisíveis, vem agravar sobremaneira as condições de vida de todos em especial os de menos qualificações e mais baixos salários”, refere o documento.

Os responsáveis da Equipa Nacional do movimento, que se reuniram entre sábado e domingo em Aveiro, referem que a crise provocada pela Covid-19 veio “acentuar a exclusão e desigualdades sociais e “aumentar o atraso” na proteção aos mais velhos.

“A esperança de vida aumenta, mas, num país de baixos salários e pensões, com uma população cada vez mais envelhecida e com elevada esperança de vida temos menos anos de vida saudável do que a média europeia e falta de respostas sociais adequadas”, indica o comunicado conclusivo dos trabalhos.

Os dirigentes do movimento aprovaram o Plano de Acão para o ano 2020/2021, com o lema “Valor da pessoa humana no centro de tudo”.

A LOC/MTC alerta para a “muita precariedade nos empregos” e o aumento do risco de pobreza, situação “agravada por esta crise pandémica”.

“Aumenta o desemprego, muitos trabalhadores vivem em situações de grande fragilidade laboral, vivem-se novas situações de grande pobreza e acontece um crescendo de destruição de postos de trabalho feita à custa dos trabalhadores”, assinalam os trabalhadores cristãos em Portugal.

A nota alerta ainda para a necessidade de regulação do teletrabalho, destacando as consequências negativas na “conciliação entre a vida familiar e a vida profissional”.

A LOC/MTC vai promover um seminário internacional, de 12 a 15 de novembro, em Aveiro sobre o tema “Evolução das relações e formas de trabalho na era digital”

A 7 de outubro, no Dia Internacional Pelo Trabalho Digno, decorre uma conferência online com o tema “Trabalho: poderá ser digital, mas tem de ser digno”, envolvendo 18 organizações sociais e 11 sindicatos.

OC

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