«E olhando ao Setor Social, que naquilo que é a sustentabilidade e a previsibilidade, ela seja efetiva», acrescentou D. Roberto Mariz

Aveiro, 09 out 2026 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, da Conferência Episcopal Portuguesa, afirmou que “a Igreja olha sempre numa expectativa de esperança” para o Orçamento do Estado (OE), proposta pelo Governo para 2027, entregue esta quinta-feira.
O bispo responsável pelo setor da Pastoral Social, na CEP, espera que o OE 2027 “possa olhar para as pessoas e para as famílias”, e ter “medidas efetivas” que olhem para a realidade concreta de hoje, com “o aumento da condição de vida, esta questão dos combustíveis”, que são condicionantes externas, “mas que afetam imenso, olhando a habitação, que também tem tido uma inflação galopante”.
“(Que) possa haver medidas que situem essa realidade, conseguindo efetiva melhoria para as condições de vida das pessoas. E olhando ao setor social, que naquilo que é a sustentabilidade e a previsibilidade, que ela seja efetiva, naquilo que venha a ser aprovado para 2027, na esperança e confiança”, afirmou à Agência ECCLESIA, D. Roberto Mariz, que participou na mesa redonda ‘Caminhos para o Futuro – Que políticas sociais queremos’, no congresso da CNIS.
A proposta de Orçamento do Estado para 2027 foi entregue pelo Governo, pelo ministro das Finanças Joaquim Miranda Sarmento, ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, esta quinta-feira, 8 de outubro, no Parlamento.
“Nós enquanto sociedade, no seu todo, se conseguirmos que as pessoas tenham o elevador social da melhoria efetiva das suas condições de vida todos ganhamos com isso – ganham as IPSS, ganha o Estado, ganham as autarquias, todos ficamos um pouco melhor”, disse D. Roberto Mariz, à Agência ECCLESIA, esta quinta-feira, no final do 7.º congresso da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), em Aveiro.
“A Igreja olha sempre numa expectativa de esperança, somos de esperança e de confiança naquilo que é um instrumento que agora é colocado na Assembleia da República, para que seja trabalhado; toda esta realidade, aqui conversada, da proteção social e olhando a melhoria das condições da vida das pessoas, das famílias, e das IPSS, que possa ser traduzido a partir daquilo que sejam as medidas lá colocadas”, começou por assinalar o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social da CEP.
O responsável disse haver “esperança que assim possa acontecer”, atendendo a determinados indicadores que estão balizados, como “a paridade nas respostas sociais”, para além daquelas que são de ter um apoio a 100%, “que seja efetivo esse mesmo caminho”.

A secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, que participou na mesma mesa-redonda, disse à Agência ECCLESIA que as Instituições de Solidariedade, em concreto, podem ter boas expectativas quando ao OE2027, porque “foi preparado tendo em conta aquilo que é o compromisso com o setor social”, nomeadamente, “as atualizações todos os anos, no início de cada ano”.
“Naturalmente, nós estamos agora a negociar com o setor, mas também sabemos que as atualizações, desde há dois anos, passaram a ter duas componentes: uma componente que é fixa – há uma fórmula objetiva que tem em conta os impactos do aumento do salário mínimo e da inflação, e depois uma outra componente que são as majorações até chegarmos aos referidos 50%”, destacou Clara Marques Mendes.
A governante afirmou que o OE 2027 entregue “foi espelhando o compromisso de reconhecer o trabalho extraordinário do setor social, com ações”.
A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) realizou o seu 7.º congresso, com o tema ‘Pobreza e Proteção Social’, que terminou esta quinta-feira, no centro de congressos de Aveiro.
CB
