Sábado acontece a trasladação dos restos mortais da Beata Alexandrina, numa cerimónia presidida pelo arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, e no domingo o Núncio apostólico, D. Andrés Carrascosa Coso preside à eucaristia e dedicação da igreja e do altar

Lisboa, 09 out 2026 (Ecclesia) – O padre Manuel Casado Neiva, reitor do Santuário Eucarístico de Balazar, cuja igreja vai ser inaugurada este domingo, com “objetivos pastorais”, disse que Alexandrina de Balasar é visitada por pessoas de “todo o mundo”.
“Há pessoas de todo o mundo que procuram o túmulo de Alexandrina – ela é mais venerada fora de Portugal, do que dentro de Portugal, mas também em Portugal. Nós recebemos peregrinos da Malásia, de Líbano, da Índia, da China, da Coreia, das Filipinas, da América latina, Estados Unidos da América, Canadá, e da Europa”, explica à Agência ECCLESIA.
O responsável, Pároco de Santa Eulália de Balasar, dá conta que cerca de 150 mil pessoas procuram visitar o local onde Alexandrina de Balasar ainda permanece, e ali vão “com doenças, com tristeza, mas saem com alegria, confortados” e cerca de 250 mil que procuram a celebração da Eucaristia naquele local.
“A igreja paroquial não tem condições para uma pastoral verdadeira sobre o santuário da Eucaristia. Para responde aos milhares de portugueses que vêm ali, justifica ter um lugar para eles, concretamente, e um lugar próprio para estar com a Alexandrina”, regista.
“Os santuários são um lugar muito procurado pelo nosso povo e temos que criar condições para sentirem bem e rezar a Jesus Cristo e a Eucaristia”, sublinha.
A Arquidiocese de Braga vai celebrar a dedicação da igreja e do altar do novo Santuário Eucarístico de Balasar, e a trasladação dos restos mortais da Beata Alexandrina, nos dias 10 e 11 de outubro: sábado acontece a trasladação dos restos mortais da Beata Alexandrina, numa cerimónia presidida pelo arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, e no domingo o Núncio apostólico, D. Andrés Carrascosa Coso preside à eucaristia e dedicação da igreja e do altar.
“Este espaço não é uma igreja, tem uma igreja. Trata-se de um espaço de evangelização e de espiritualidade, aberto sobretudo à pastoral. Naturalmente tem a igreja para os peregrinos, tem uma capela devocional a Alexandrina, mas também tem auditórias, salas para evangelização, para cultura, uma capela de confissões”, apresenta.
O responsável tem a expetativa de o espaço poder ser uma resposta à procura dos peregrinos e dá conta da necessidade de todo o santuário ser “uma catequese para o povo que não sabe ler”: “As pessoas têm de ir lá e ver uma catequese, uma pastoral, uma evangelização”.
Alexandrina Maria da Costa nasceu a 30 de março de 1904, em Balasar, Póvoa de Varzim, na arquidiocese de Braga, e morreu no dia 13 de outubro de 1955; a nota biográfica da beatificação refere que “depois de 27 de março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia”; em 2004 foi beatificada por São João Paulo II, no dia 25 de abril.
Questionado sobre o processo de canonização o padre Manuel Casado Neiva afirma ser “obra de Deus”.
“Eu digo sempre às pessoas, não se atrapalhem. Vamos trabalhar nós, vamos rezar, estar atentos aos sinais dos tempos, e Deus quando quer, realiza. Falta um milagre físico, mas há ali tantos milagres espirituais, de conversões…”, dá conta.
O novo complexo religioso foi desenhado pelo Centro Ave Arte, instalado em Florença, articulando arquitetura e liturgia num espaço que assume a forma simbólica de uma grande “tenda” bíblica e o templo tem capacidade para cerca de 1800 pessoas sentadas.
A linguagem artística integra o bronze e pedras calcárias provenientes da região de Fátima, destacando elementos fundamentais da espiritualidade da homenageada através da centralidade do sacrário e da cruz.
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