Marcelo Rebelo de Sousa envia condolências à família do bispo de Viana e às comunidades católicas

Lisboa, 18 set 2020 (Ecclesia) – O presidente da República Portuguesa lamentou hoje, em comunicado, a “morte repentina e trágica” de D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana do Castelo, que faleceu num acidente de viação.

“Ainda recentemente, D. Anacleto celebrara 50 anos de sacerdócio e 10 anos de presença na diocese do Alto Minho. A sua morte repentina e trágica, numa altura da vida em que tanto haveria a esperar do seu exemplo de pastor e de homem de bem, é motivo de consternação para os Portugueses, crentes e não crentes”, refere Marcelo Rebelo de Sousa, numa texto divulgado pela Presidência da República.

O chefe de Estado envia condolências “à família enlutada e à Igreja Católica”.

A mensagem assinala que a nomeação de D. Anacleto Oliveira como bispo de Viana do Castelo, em 2010, foi “o culminar de uma trajetória espiritual e pastoral de muitas décadas, feita ao serviço da Igreja Católica e dos seus fiéis”.

D. Anacleto Oliveira faleceu hoje aos 74 anos de idade, na sequência de um despiste de automóvel, na Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, que ocorreu ao fim da manhã; o bispo era o único ocupante da viatura.

Em agosto, Marcelo Rebelo de Sousa tinha enviado uma mensagem ao responsável pela Diocese de Viana do Castelo, para assinalar os 10 anos neste território eclesial e o seu 50.º aniversário de ordenação sacerdotal.

“Conhecimento, disponibilidade e serviço são exigências do múnus sacerdotal, e, por maioria de razão, episcopal. E os vianenses bem sabem da alegria de poder contar com um Bispo disponível no contacto pastoral e humano que é ao mesmo tempo um intelectual da Igreja, que integrou a equipa que traduziu a Nova Bíblia dos Capuchinhos e que atualmente preside à Comissão Episcopal de Liturgia”, escreveu.

O presidente da República recordava um “notável percurso”, ao serviço da Igreja, “em diálogo com a sociedade”.

“A ousada divisa episcopal de D. Anacleto, ‘Escravo de Todos’, pode soar estranha aos nossos ouvidos, até nos lembrarmos das palavras do Apóstolo Paulo: ‘Pois, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos para ganhar o maior número’”, sublinhava.

Numa nota de imprensa enviada à Agência ECCLESIA, a Diocese de Viana do Castelo comunica o falecimento “de forma inesperada” do seu bispo, convidando a uma “oração reforçada” e à “serenidade”.

“As circunstâncias excecionais que nos envolvem aconselham-nos, por isso, a uma oração reforçada, assim como à serenidade e tranquilidade próprias de quem coloca o seu coração no Senhor”, refere o texto.

D. Anacleto Oliveira nasceu a 17 de julho de 1946, na freguesia de Cortes, em Leiria, e foi ordenado sacerdote a 15 de agosto de 1970; após a ordenação, estudou Sagrada Escritura em Roma e na Alemanha, onde foi capelão de uma comunidade portuguesa durante 10 anos.

Nomeado bispo para auxiliar de Lisboa em 2005, pelo Papa João Paulo II, a ordenação episcopal de D. Anacleto Oliveira decorreu no Santuário de Fátima no dia 24 de abril desse ano, presidida por D. Serafim Ferreira e Silva, então bispo da Diocese de Leiria-Fátima.

No dia 11 de junho de 2010 D. Anacleto Oliveira foi nomeado por Bento XVI como bispo de Viana do Castelo, o quarto bispo da diocese do Alto Minho, criada pelo Papa Paulo VI em 1977.

Na Conferência Episcopal Portuguesa, o bispo de Viana do Castelo presidia atualmente à Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade e à Comissão de Tradução da Bíblia.

PR/OC

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