Após tomar posse, novo bispo do Algarve falou aos jornalistas sobre a realidade que o espera

Faro, 19 set 2026 (Ecclesia) – O novo bispo do Algarve, D. Vitorino Soares, acredita que a experiência paroquial é a “melhor escola” para um sacerdote e “também para um bispo”.
“Acho que a experiência paroquial é a melhor escola para um sacerdote e acredito também para um bispo”, disse, hoje, aos jornalistas D. Vitorino Soares após a celebração de tomada de posse, na Sé de Faro, como bispo do Algarve.
O novo bispo do Algarve pretende ser um pastor de proximidade e tem o “sonho” de “poder visitar as paróquias quanto antes”, “estar perto dos párocos, das comunidades e conhecer”
Na sua homilia de entrada naquela diocese do sul do país, D. Vitorino Soares falou em “peças e chaves fundamentais na vida da igreja” como a união e comunhão porque se não existirem estes dois pilares há apenas uma “igreja de rótulo e não vai haver igreja de coração”.
Como o Algarve é uma região específica de Portugal que aumenta exponencialmente os seus habitantes na época de verão, D. Vitorino Soares pretende que Igreja acompanhe essas pessoas para que “não se sintam abandonadas e que não se sintam apenas turistas”.
Ao olhar para o panorama político naquela região, o novo bispo não se “preocupa muito” quem ganhou as eleições, mas quem “está preocupado com as pessoas e está atento àquilo que são as necessidades e as dificuldades das pessoas”, frisou aos jornalistas.
Ao falar da falta de esperança que invade as pessoas, D. Vitorino Soares refere que a ausência dela incide “muitas vezes no isolamento, na velhice, na ausência de uma relação humana”, porque “a esperança só se pode enraizar e promover no contato com as pessoas”.
“Se a pessoa não está em contato com a outra, a esperança não pode existir porque a esperança está reduzida ao próprio, e se o próprio já está desanimado, se o próprio já está amedrontado, se o próprio já não encontra sentido para a vida, vai ter que ser com o outro que ele vai recuperar a esperança”, finalizou.
LJ/LFS
