«A JMJ é precisamente para despertar os jovens que são a geração do presente e do futuro» – Cónego Carlos César Chantre

Faro, 11 nov 2021 (Ecclesia) – Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) – a cruz e ícone mariano – estiveram com os estudantes, professores e funcionários da Universidade do Algarve (UAlg), no Campus da Penha e no Campus de Gambelas.

“Assim como há símbolos políticos, símbolos nacionais, símbolos desportistas, símbolos das várias instituições, também há símbolos religiosos”, destacou o capelão da UAlg, considerando haver “preconceitos” que “são anticultura”, divulga o jornal diocesano ‘Folha do Domingo’.

Para o cónego Carlos César Chantre, a reitoria da universidade “está de parabéns” pela abertura à “diversidade cultural” ao permitir a passagem dos símbolos da JMJ, uma presença “pedagogicamente relevante”.

O capelão universitário afirmou que os símbolos da JMJ levaram a mensagem da “humanização da cultura” e da “humanização da ciência”.

“A JMJ é precisamente para despertar os jovens que são a geração do presente e do futuro para olhar para estas coisas com menos preconceito”, acrescentou o cónego Carlos César Chantre, adiantando que está a ser programado um encontro sobre a Jornada Mundial da Juventude.

A professora Ana Isabel Soares, que pertence à Capelania da UAlg, destacou que a JMJ é um espaço de encontro intercultural e a universidade “lugar da tolerância, da diversidade e abertura”.

“Além dos lugares de culto tradicionais, pensar que estes símbolos refletem mais do que esse culto apenas – refletem uma ação, uma atitude que se prolonga para lá da nossa fé – é uma ação muito positiva, que procura envolver a comunidade”, desenvolveu a docente de Literatura.

A professora da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais acrescentou que a universidade é das comunidades onde “deveriam estar mais atentas a esse tipo de necessidade e de urgência – a da união, compreensão, compaixão – que são as mensagens que estão por detrás destes símbolos”.

Rodrigo Soares, mestrando em Gestão de Marketing, disse que na comunidade académica “não há uma ideia clara do que é uma JMJ”.

“Acredito que nesta caminhada, que começámos em Portugal, ainda temos muito caminho a percorrer até essa informação chegar a todos”, afirmou o membro da Capelania da UAlg, ao jornal diocesano.

“Que cada um, a quem consigamos falar, distribuir um ‘flyer’, dizer-lhe que isto vai acontecer, se sinta tocado e parte da jornada”, acrescentou Rodrigo Soares.

Os voluntários da Capelania da UAlg distribuíram ‘flyers’ em língua portuguesa, inglesa e marcadores informativos sobre a JMJ, a próxima edição internacional vai realizar-se de 1 a 6 de agosto de 2023, em Lisboa.

Os dois símbolos da JMJ, a cruz peregrina e o ícone mariano, estiveram esta quarta-feira nos Campus da Penha e de Gambelas, da Universidade do Algarve, e foram colocados em locais visíveis e de passagem.

O jornal diocesano informa que a Universidade do Algarve tem cerca de 8000 estudantes e mais de um quinto dos alunos são estrangeiros, com 86 nacionalidades é a instituição com maior percentagem de estudantes não nacionais no ensino superior português.

A Cruz e o ícone de Nossa Senhora ‘Maria Salus Populi Romani’ estão em peregrinação na Diocese do Algarve, e já visitaram pessoas portadoras de deficiência, na Fundação Irene Rolo, o Estabelecimento Prisional de Olhão, e os utentes do Lar da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, para além de escolas e paróquias.

CB

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