Lisboa, 28 abr 2015 (Ecclesia) – O presidente do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes pediu uma comunicação social “correta, precisa e exata” que diminua as incompreensões com a população cigana, numa mensagem ao Comité Católico Internacional para os Ciganos.

Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, o diretor-executivo da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC) revela que o cardeal António Vegliò alertou para a necessidade de “diminuir as incompreensões” com a população cigana através de uma comunicação social “baseada na verdade”.

Desta forma, o responsável apelou a uma comunicação “correta, precisa e exata” uma vez que o preconceito nasce, “em geral, de conhecimentos errados ou incompletos” e em “verdades distorcidas”.

O cardeal António Vegliò espera que o povo cigano “se comprometa a tirar vantagem” dos novos meios de comunicação para a sua promoção e evangelização “tornando-se um protagonista ativo do mundo mediático e tornar mais visíveis os valores da sua cultura”.

‘Comunicação: oportunidades e perigos dos novos meios de comunicação social’ foi o tema da reunião anual do Comité Católico Internacional para os Ciganos (CCIT) que congregou reuniu cerca de 150 participantes, “muitos de etnia cigana”, de 21 países, entre 24 e 26 de abril, no Mosteiro dos Carmelitas em Snagov, na Roménia.

Por sua vez, o presidente do CCIT, assinalou que os jovens ciganos usam, “cada vez mais”, as novas tecnologias de comunicação para informações sobre reuniões das respetivas Igrejas, comentou que a Bíblia “aparece no Facebook destes jovens” e destacou sítios online usados como “veículo de evangelização”.

O padre Claude Dumas, francês de etnia cigana, entende que a vocação do CCIT é ser “uma verdadeira lição de comunicação” através da “experiência de vida”.

A ONPC informa que para além do seu diretor, Francisco Monteiro, também estiveram presentes na reunião os Secretariados Diocesanos de Lisboa e do Porto e a Cáritas de Vila Real.

Segundo a Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, as políticas da Europa relativamente aos emigrantes em massa “não” consideram a “flexibilidade” que estes têm para se integrar mas têm sido “incoerentes e provisórias”.

A consequência destas opções é a “exposição” dos ciganos ao “ódio racial” e de criarem “insegurança e desconfiança” relativamente às políticas de apoio.

A nível religioso, a ONPC exemplifica que a Conferência Episcopal Católica e o Sínodo da Igreja Ortodoxa na Roménia colaboram na ajuda aos roma com “encontros de sacerdotes ciganos” das duas Igrejas e “traduções da Bíblia”.

CB/OC

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