Barcelona: Papa elogia acolhimento catalão e capacidade de integração social

Leão XIV presidiu a oração em Mosteiro de Montserrat, pedindo fim do ódio nas redes sociais e na política

Foto: Vatican Media

Barcelona, Espanha, 10 jun 2026 (Ecclesia) – O Papa elogiou hoje o acolhimento de cidadãos estrangeiros na Catalunha, apresentando a região como um exemplo de integração.

“Obrigado à Catalunha por ter recebido tantas pessoas de outros países, porque ensina como integrar todos numa única família”, declarou Leão XIV a partir da varanda do Mosteiro de Montserrat, Barcelona.

O pontífice dirigiu-se aos fiéis congregados na praça exterior para expressar gratidão pelas manifestações públicas de fé que têm acompanhado o seu percurso no território espanhol, desde sábado.

“Primeiro Madrid, nestes dias Barcelona, a Catalunha, depois as Canárias, toda a Espanha cheia de fé, de amor, cheia deste desejo de louvar a Deus”, declarou.

Antes deste momento junto da população, o Papa presidiu à recitação do Rosário, no interior da Basílica e proferiu um discurso centrado na erradicação da agressividade quotidiana.

“Peçamos a Maria, Rainha da paz, que nos ensine a renunciar às palavras ferinas, ao juízo imediato, à murmuração e às calúnias”, apelou o pontífice aos peregrinos presentes.

A intervenção alertou para as consequências do ódio nos debates políticos e nas redes digitais.

“A violência escondida pode revestir-se muitas vezes de aparentes armaduras com as que tentamos proteger as nossas feridas, os nossos medos ou o sofrimento causado pelas injustiças”, analisou Leão XIV.

O Papa desafiou os presentes a cultivarem o respeito nas diversas dinâmicas cívicas e familiares, para que “o ódio ceda passo à esperança e à paz”.

“Jesus mostra-nos o caminho da misericórdia, da reconciliação, da verdade e da mansidão, e ao mesmo tempo desmascara a violência que se pode esconder nas nossas palavras e atitudes”, insistiu.

O líder da Igreja Católica condenou a agressividade que fratura as comunidades, nomeadamente “a crítica que humilha” e “a condenação que destrói”.

A reflexão sublinhou o imperativo de construir uma sociedade inclusiva onde “a comunhão seja mais forte que toda a divisão”.

A deslocação ao santuário mariano ficou marcada pela presença de cerca de mil crianças no átrio exterior e por uma receção oficial a cargo do bispo D. Xabier Gómez García e do abade Manel Gasch i Hurios.

A cerimónia de recitação do Rosário integrou o canto tradicional do ‘Virolai’ entoado pela Escolania e uma oração silenciosa na capela do Santíssimo Sacramento.

O local histórico guarda a imagem românica do século XII da Virgem de Montserrat, padroeira da Catalunha.

A agenda papal prossegue com um almoço junto da comunidade beneditina, antecedendo a deslocação para um encontro com as entidades de caridade no centro da cidade de Barcelona, antes da Missa na Basílica da Sagrada Família.

OC

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