D. Manuel Felício alerta para perigos de sociedade baseada na «competitividade desenfreada»

Foto: Diocese da Guarda

Guarda, 01 abr 2021 (Ecclesia) – O bispo da Guarda disse hoje, na homilia da missa comemorativa da Última Ceia, que as pessoas devem ser “respeitadas e valorizadas nas suas competências” e nunca reduzidas “à capacidade produzir”.

“Sejam assistidas nas suas necessidades e motivadas para a participação na vida comunitária, incluindo nas suas decisões”, acrescentou D. Manuel Felício, na Sé da Guarda.

O responsável católico pediu condições “para que esse valor e respetivos carismas possam ser devidamente desenvolvidos e exercidos”.

“Temos aqui longo caminho a percorrer”, acrescentou, numa homilia enviada à Agência ECCLESIA.

D. Manuel Felício identificou “duas grandes tentações” na sociedade de hoje, “o individualismo, raiz da competitividade desenfreada” e a pretensão de “reduzir a vida comunitária a relações de força na luta por interesses”.

Segundo o responsável, o individualismo “não é caminho” porque “ninguém se salva sozinho” e pretender organizar a vida comunitária “com base na competitividade desenfreada dá mau resultado”.

O bispo da Guarda referiu ainda na Missa da Ceia do Senhor, que dá início ao Tríduo Pascal, no calendário católico, que o respeito pela natureza obriga a procurar “novas formas de utilizar os bens”, para garantir a sustentabilidade da casa comum no presente, mas também na herança que deve “às gerações futuras”.

LFS/OC

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