Funchal: «Possa São Tiago Menor continuar a defender e a inspirar a vida desta sua cidade», pediu bispo diocesano

D. Nuno Brás presidiu à celebração anual do voto a São Tiago Menor

Foto: Jornal da Madeira/Duarte Gomes

Funchal, Madeira, 04 mai 2026 (Ecclesia) – O bispo do Funchal presidiu à Solenidade de São Tiago Menor, padroeiro da cidade e da diocese, na homilia destacou os “grandes traços da sua personalidade”, e pediu que continue “a defender e a inspirar a vida”.

“Queremos pedir a São Tiago Menor, nosso Padroeiro, que hoje aqui nos reúne, que nos ajude a viver melhor como cristãos e como cidadãos deste nosso Funchal”, disse D. Nuno Brás, na homilia publicada na página online do ‘Jornal da Madeira’, da diocese insular.

O bispo diocesano presidiu às celebrações da solenidade de São Tiago Menor, padroeiro da cidade e da Diocese do Funchal, no dia 1 de maio, que começou com a oração de Laudes na Sé, de onde saíram em procissão com a imagem do apóstolo, levada pelos Bombeiros Sapadores do Funchal pelas principais ruas funchalenses, para a igreja de Santa Maria Maior.

“Tiago é a figura daquele que, mesmo tendo nascido ao lado de Jesus, assaltado por reticências iniciais, se deixou converter pelo Senhor, para abraçar decididamente a fé — podemos dizer que Tiago inspira o caminho daqueles madeirenses que, apesar de terem sido batizados em criança e de a sua família viver a fé, se ‘esqueceram de Deus’, mas em cujo coração existe a disponibilidade para regressar e se colocar no caminho decidido dos discípulos de Jesus”, desenvolveu D. Nuno Brás.

O responsável diocesano que destacou “os grandes traços da personalidade” de São Tiago Menor, discípulo de Jesus “e membro do grupo dos Doze”, explicou que “é o homem da sabedoria”, e convida-os a deixarem-se tocar pela sabedoria, a não deixarem-se levar pela primeira opinião, “por aquilo que aparece e que parece, pelo superficial e pelas modas, ou até pela opinião da maioria”.

“Convida-nos, antes, a deixar-nos iluminar pela luz de Deus, que faz ver mais longe, com outros critérios. Como seria diferente a nossa cidade, se nela vivessem mais sábios ou, pelo menos, mais crentes que se deixassem confrontar e iluminar pela sabedoria divina”, acrescentou, na celebração anual do voto a São Tiago Menor.

O bispo do Funchal explicou que o grupo dos discípulos “é muito heterogéneo”, e o seu ponto de encontro não eram os gostos, capacidades ou opiniões de cada um, “mas Jesus e a necessidade de anunciar a presença do Reino de Deus”, e realçou que “também hoje” a Igreja de Jesus, concretamente a nesta diocese, “abarca e quer abarcar a todos”, quem quer que seja, “desde que disponível para se deixar converter, tocar por Jesus de Nazaré”.

“Possa a figura de São Tiago Menor, a quem há mais de 500 anos os funchalenses invocam como Padroeiro, continuar a defender e a inspirar a vida desta sua cidade, em particular dos cristãos desta sua cidade e desta sua diocese”, concluiu D. Nuno Brás, na sua homilia ao padroeiro da diocese, onde se destacaram também os ‘colares de maio’, um dos símbolos do ‘Dia do Trabalhador’ na região que são usados nas celebrações em honra de Santo Tiago Menor.

A homenagem remonta a 1521 e invoca a proteção do santo, aquando do ciclo de peste no Funchal que dizimou centenas de madeirenses, tendo as autoridades camarárias e religiosas de então entregue a guarda da saúde dos habitantes da cidade a São Tiago Menor.

Como “sinal de gratidão” fez-se a promessa de construir uma igreja em sua honra e fazer uma procissão que, denominada como o ‘Voto de São Tiago’, realizada no dia 1 de maio, a data em que a Igreja celebrava a festa litúrgica de São Tiago Menor, antes da reforma litúrgica (atualmente a 3 de maio).

CB/OC

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