«Acreditamos na progressiva recuperação de uma normalidade possível» – Padre Carlos Cabecinhas

Foto: Lusa

Fátima, 27 nov 2021 (Ecclesia) – O Santuário de Fátima promoveu hoje uma sessão de abertura do novo ano pastoral 2021/2022, que tem como tema ‘Levanta-te! És testemunha do que viste’, e o reitor afirmou que esta apresentação “significa esperança no futuro”.

“Se fazemos a programação e um novo ano pastoral, recuperando muitas das atividades que tivemos de deixar cair, que tivemos de adiar ou cancelar, é porque acreditamos na progressiva recuperação de uma normalidade possível”, disse o padre Carlos Cabecinhas, no salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral de Paulo VI.

O reitor do Santuário de Fátima afirmou que a apresentação do novo ano pastoral “significa esperança no futuro”, e recordou que o ano que termina “ficou marcado por confinamentos e muitos constrangimentos à mobilidade das pessoas”, que limitaram muito a ida de peregrinos à Cova da Iria.

Segundo o padre Carlos Cabecinhas, ao longo do período pandémico experimentaram “novas formas de chegar aos peregrinos” que desejam “manter e potenciar” e procuram “novas respostas” para as necessidades que a pandemia revelou, como a criação de um centro de escuta, que “já era uma necessidade sentida, mas que a pandemia veio tornar mais urgente”.

O reitor do santuário destacou que para a vivência do novo ano existe o cartaz e outros suportes gráficos, um itinerário orante para os peregrinos, um programa musical que acompanhará diversos momentos, entre outros como os Encontros na Basílica, e os cursos de verão e da mensagem de Fátima.

O santuário quer também recuperar as iniciativas dirigidas a doentes e idosos, como os retiros, se for possível, porque “foi especialmente penoso cancelar as atividades com doentes e idosos por causa da situação pandémica”.

A historiadora e teóloga Cátia Tuna apresentou uma reflexão sobre o tema do novo ano pastoral – Levanta-te! És testemunha do que viste’; O Santuário de Fátima explica que foi construído a partir de um versículo dos Atos dos Apóstolos (cf. At 26,16), “na certeza de que o encontro com o Ressuscitado transforma interiormente o coração”.

O bispo da Diocese de Leiria-Fátima encerrou esta sessão com uma breve reflexão onde destacou os verbos “levantar, ver, testemunhar”, e da história de Fátima, o anjo, Nossa Senhora e os pastorinhos.

D. António Marto começou por recordar que um teólogo alemão escreveu que “a grande doença” deste tempo “é o esquecimento de Deus”, aquele que vem à vida das pessoas “para fazer uma história de salvação e não de perdição”.

“Esquecimento é resultado sobretudo hoje de uma indiferença face ao mistério de Deus, dá impressão que vivemos um eclipse cultural da presença de Deus, seja nas consciências, nas famílias, na sociedade e na cultura. Atitude de indiferença resulta de quem diz ou pensa ‘não preciso dele para nada’. Indiferença em relação a Deus que leva muitas vezes a uma indiferença em relação aos outros”, desenvolveu o cardeal português.

Esta jornada começou com a inauguração da exposição mural ‘Voz da Fátima: Primeiras Páginas’, patente nas alamedas que ladeiam o Recinto de Oração, e comemora os 100 anos do jornal do santuário mariano.

O padre Carlos Cabecinhas assinalou que este centenário “marca o ano pastoral” e estão previstas diversas iniciativas, nomeadamente em 2022: Umas Jornadas de Comunicação (abril), uma edição escrita, editada e publicada por crianças (junho) e uma publicação científica sobre o jornal no final das comemorações.

O novo ano pastoral é o segundo do triénio 2020-2023, que tem como tema genérico ‘Como Maria, portadores da alegria e do amor’, e como horizonte a Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023.

CB

Partilhar:
Share