Lisboa, 13mai 2018 (Ecclesia) – O concerto «Fátima em Lisboa», agendado hoje, na capital portuguesa, quer ser uma oportunidade para revisitar composições marianas do padre António Cartageno, que tem dedicado boa parte da sua obra musical ao tema de Fátima.

“Escrevi muita música para Fátima, também a pedido do Santuário, e escrevi muitos cânticos marianos. Nossa Senhora ocupa uma parte significativa do meu trabalho musical”, indicou o sacerdote da Diocese de Beja à Agência ECCLESIA.

O livro-CD «Com Maria» junta pensamentos dos Papas São João Paulo II, Paulo VI, Bento XVI e Francisco; pinturas da artista Rosa Amaral; e letras de vários compositores, com arranjos do padre António Cartageno.

Foi lançado por ocasião da visita do Papa Francisco a Fátima, a 12 e 13 de maio de 2017.

O padre António Cartageno fala do esforço de interpretar um texto e o enriquecer com música.

“A palavra revestida de música tem outra força”, declara quem procura sempre a melodia mais adequada para “dizer de forma bela”.

“A música, nomeadamente a sacra, tem de ajudar as pessoas a rezar, que se sintam envolvidas e num clima de oração. Se sempre consigo? Não sei, mas tento”, acrescenta.

Para o compositor a música é a mediação mais rica para a oração: “Há muitas formas de chegar a Deus mas, penso, que a música é o caminho mais direto”.

“Às vezes ando muitos dias e semanas com a mesma coisa e enquanto não me envolver a mim num ambiente de oração, não a ponho cá fora. E acontece muitas vezes isso. É um trabalho árduo e moroso, progressivo”, precisa.

O desafio de combinar os ritmos e as setes notas musicais é um “trabalho de oleiro” que o sacerdote acredita ser “obra do Espírito Santo” a atuar “no pensamento e na sensibilidade”.

“Lembro-me de ter escrito algumas músicas em alturas com problemas pessoais a resolver. Há um esforço de interiorização, de abstração do que nos rodeia para entrarmos na mensagem do texto para procurar as melhores ideias musicais”, refere.

O concerto «Fátima em Lisboa» vai decorrer este domingo, às 16h00, na igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, e junta o Coro da Catedral de Lisboa e o Coro do Carmo de Beja, numa “homenagem a Nossa Senhora”.

Serão apresentados dois temas, anteriormente apresentados em Vila Nova de Ourém, pedidos pelo padre Armindo Janeiro, como vista à celebração do centenário.

Uma das obras intitula-se «Igreja peregrina», e incide sobre os peregrinos de Fátima, numa forma “diferente de abordar a mensagem”.

«Subimos à serra d’Aire até à Cova da Iria, nós somos os peregrinos da Virgem Santa Maria», letra de um dos temas, indica “novidade na estrutura musical mas mantendo algum estilo próprio”.

«Senhora dos pastorinhos» é uma segunda obra que vai poder ser escutada.

Sobre composições que tem entre mãos o padre António Cartageno valoriza uma cantata para coro e orquestra, a propósito do centenário das aparições sobre o cónego Manuel Formigão, que recentemente viu as suas virtudes heroicas reconhecidas pelo Vaticano.

“Já foi apresentada algumas vezes e volta a Fátima a 14 de julho”, reforça.

LS

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