Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa manifestou «sintonia» com orientações do Santuário, face à crise provocada pela pandemia

Fátima, 08 set 2020 (Ecclesia) – O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou hoje a sua “solidariedade” aos responsáveis do Santuário, mostrando “sintonia” com as orientações assumidas face à crise provocada pela pandemia.

“Não há despedimentos”, repetiu o secretário da CEP, padre Manuel Barbosa, em resposta a várias perguntas dos jornalistas.

Questionado sobre a reestruturação em curso na instituição, o porta-voz do episcopado manifestou a confiança dos bispos nos responsáveis pela gestão e organização do Santuário de Fátima.

“A Conferência Episcopal está em sintonia com as orientações do Santuário e mostra apreço pelo seu trabalho”, destacou o padre Manuel Barbosa.

Segundo o responsável, “não se trata aqui de despedimentos, como tem sido dito nalguns setores”, mas de um processo de “gestão e racionalização dos meios e estruturas”, mais “urgente neste tempo de pandemia”.

As mudanças no pessoal do Santuário vão acontecer por antecipação de reformas ou acordos com os próprios trabalhadores, “sempre por iniciativa deles”.

“São casos acordados, sempre por iniciativa do funcionário, dos colaboradores”, insistiu o secretário da CEP.

Não há despedimentos, no sentido de que se tem falado ou em qualquer sentido”.

O padre Manuel Barbosa sublinha que o Conselho Nacional do Santuário de Fátima “acompanha” este processo de gestão e de reorganização, destacando ainda “o papel fundamental no apoio a instituições e famílias”.

“O Santuário continua com sustentabilidade económica” e os trabalhadores continuam a ser remunerados, sem recurso ao lay-off, acrescentou.

O quadro de reestruturação antecipa um eventual impacto da crise nos próximos anos, que também afeta várias instituições católicas.

O padre Manuel Barbosa espera ter, na próxima Assembleia Plenária da CEP, um “quadro geral” das consequências da crise nas várias dioceses, assumindo que “há dificuldades, como há em todo o lado”, face aos tempos “duros e difíceis” da pandemia.

O Santuário de Fátima informou na última quinta-feira que “nenhuma das 24 demissões” que ocorreram em 2020 correspondeu a extinção de postos de trabalho e que “nenhum trabalhador foi convidado” a deixar a instituição, indicando que “serão feitos todos os esforços para encontrar soluções que não impliquem despedimentos”.

“Houve saídas de trabalhadores por motivos de reforma, por não renovações de contrato de trabalho a termo e um terço das mesmas por iniciativa do trabalhador”, indicou a instituição, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

Entre março e julho deste ano, os grupos inscritos tiveram uma diminuição superior a 99% e as ofertas na Cova da Iria “sofreram uma quebra superior a 77%”.

As contas do Santuário de Fátima são auditadas desde 2006 por um entidade externa.

As relações da Conferência Episcopal Portuguesa com o Santuário de Fátima são asseguradas pelo Conselho Nacional do Santuário de Fátima, que integra o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, os Metropolitas das arquidioceses portuguesas (Braga, Évora e Lisboa), além do bispo da Diocese de Leiria-Fátima e do reitor do Santuário.

OC

Foto Arlindo Homem/AE

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