«Serão feitos todos os esforços para encontrar soluções que não impliquem despedimentos», afirma

Foto Arlindo Homem/AE

Fátima, 03 set 2020 (Ecclesia) – O Santuário de Fátima afirmou hoje que “serão feitos todos os esforços para encontrar soluções que não impliquem despedimentos” e que a gestão dos recursos humanos “pauta-se pelos princípios da doutrina social da Igreja”.

“Qualquer decisão em relação a medidas futuras será devidamente ponderada, tendo em conta os desenvolvimentos da situação económica do Santuário e a adesão dos trabalhadores às possibilidades apresentadas. Em qualquer dos casos, serão feitos todos os esforços para encontrar soluções que não impliquem despedimentos”, afirma o Santuário de Fátima.

Num “comunicado sobre a situação económica no Santuário de Fátima”, a instituição lembra que a sua gestão económico-financeira e de recursos humanos “não se orienta por critérios meramente económicos, mas pauta-se pelos princípios da doutrina social da Igreja e tem sempre em conta as condições sociais de cada trabalhador”.

Esta quarta-feira em declarações enviadas à Agência ECCLESIA, o Gabinete de Comunicação do Santuário de Fátima divulgou a informação de despedimentos na instituição  sequência de um “plano de reestruturação interna” por causa da diminuição de grupos de peregrinos, desde março.

“Qualquer número que tenha sido referido em respostas anteriores aos jornalistas foi no sentido de sublinhar que não estava em curso um plano de despedimentos e que eventuais rescisões não seriam nos números que circulavam na comunicação social”, esclarece o Santuário de Fátima em comunicado.

O Santuário esclarece que, durante este ano, as “24 demissões” de colaboradores da instituição não corresponderam à “extinção de postos de trabalho”, antes aconteceram por “motivos de reforma”, por “não renovações de contrato de trabalho a termo” e um terço das demissões foram “por iniciativa do trabalhador”.

O comunicado lembra que o Santuário apresentou aos seus colaboradores as “atuais dificuldades”, afirmando que, “dada a redução de atividade”, a instituição está recetiva a “propostas para a realização de acordos de revogação de contrato, garantindo que aqueles que estejam mais próximos da idade de reforma possam manter o seu atual rendimento até essa data” e “manifestou-se ainda disponível para concessão de licenças sem vencimento, nos casos em que isso interessasse a algum trabalhador”.

“Estas possibilidades foram apresentadas para os casos em que alguém o solicite de forma voluntária. Nenhum trabalhador foi convidado a deixar a instituição”, esclarece o Santuário de Fátima.

No documento, o Santuário lembra que, “tal como a generalidade das instituições e empresas”, foi “fortemente afetado pelas consequências económico-financeiras da pandemia”, referindo que “entre março e julho os grupos inscritos tiveram uma diminuição superior a 99%” e as ofertas “uma quebra superior a 77%”.

“Não obstante as evidentes dificuldades de gestão, comuns a toda a sociedade, o Santuário assegurou os postos de trabalho dos seus trabalhadores, pagando integralmente os vencimentos de todos”, afirma o comunicado.

PR

Fátima: Santuário iniciou «plano de reestruturação interna» para reduzir custos fixos

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