D. Francisco Senra Coelho também escreveu sobre a celebração de sacramentos e festas nas paróquias

Foto: Arquidiocese de Évora

Évora, 06 mai 2020 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora publicou hoje um documento com orientações para a reabertura das igrejas e “preparação para as celebrações comunitárias da fé”, no contexto do “progressivo desconfinamento” da sociedade portuguesa que já não vive em estado de emergência.

“Continuamos numa situação de grande contenção, como todos sabemos, a ameaça ainda não foi ultrapassada nem vencida definitivamente”, escreveu D. Francisco Senra Coelho sobre a pandemia do coronavírus Covid-19, lembrando que o Papa Francisco para “acolher a graça da prudência e da obediência às orientações oficiais”.

Neste contexto, o primeiro ponto do documento com orientações para a reabertura dos lugares de culto informa que as Igrejas e Capelanias “poderão abrir as suas portas, durante o dia, para oração individual dos fiéis” e “devem ter na entrada um dispensador” com Solução Antissética de Base Alcoólica (SABA) e um cartaz a indicar “o uso obrigatório de máscara, o distanciamento social e não contacto com superfícies, imagens ou outros elementos”.

Em declarações à Agência ECCLESIA, D. Francisco Senra Coelho explicou que é preciso perceber como utilizar os espaços litúrgicos quanto “à presença dos fiéis”, em termos de lotação e distanciamento, se as igrejas são usadas na totalidade, “um terço, meio templo”.

As multidões e as grandes concentrações são preocupantes no que tem a ver com a propagação. Esta temática tem aspetos pastorais, aspetos políticos, mas é eminentemente um tema de ciência e de competência. A nossa preocupação é contribuir para a solução proativamente e não sermos problema”.

No documento, o arcebispo de Évora lembra que, em princípio, “o reinício das celebrações comunitárias da fé acontecerá” na véspera da solenidade do Pentecostes, dia 30 de maio, dependendo da “avaliação que será feita pelo Governo no final da primeira etapa do desconfinamento”.

Para D. Francisco Senra Coelho, a nota da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) sobre regresso das Missas comunitárias no final este mês “tem sentido de prudência”.

“Estamos a compreender como a sociedade está a reconhecer a maturidade da prudência da Igreja, há uma sensação de leitura atenta deste gesto de maturidade”, referiu à Agência ECCLESIA.

O arcebispo de Évora indica que os sacramentos que “exijam contacto e impliquem unção” – Batismo, Confirmação, Unção dos Doentes – devem ser adiados para o próximo Ano Pastoral, “exceto em situações de assinalável gravidade”, como devem também “ser adiadas as celebrações da Primeira Comunhão e Profissão de Fé”.

Quanto aos Matrimónios, também “é aconselhável o seu adiamento”.

“Todas as festas, procissões, acampamentos ou atividades que impliquem um significativo aglomerado de pessoas e apelem a festejos posteriores deverão ser também adiadas para o próximo ano pastoral”, acrescenta o documento.

Sobre o sacramento da Reconciliação (Confissão), o arcebispo pede que seja escolhido “um espaço adequado” para o cumprimento das “normas de segurança de saúde” e “garantir” o distanciamento entre o confessor e o penitente, “sendo sempre salvaguardado o inviolável segredo de confissão”, enquanto a catequese e outras ações formativas continuam “através das plataformas digitais”.

À Agência ECCLESIA, D. Francisco Senra Coelho assinalou que “vai ser desafiante” reunir as nove vigararias da arquidiocese alentejana, para uma “análise da circunstância” e saber o que “é necessário a nível sanitário”.

CB/OC

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