D. Francisco Senra Coelho conduziu primeira visita das Irmãs Servidoras do Senhor à sua futura casa

Foto: Agência ECCLESIA/HM

Évora, 08 mar 2021 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora conduziu este domingo a primeira visita das Irmãs Servidoras do Senhor à Cartuxa ‘Scala Coeli’, sua futura casa, falando num projeto que devolve o espaço à sua “vocação espiritual” e o abre à comunidade.

“Há muita solidão e vazio interior. Aqui será um pulmão espiritual, de ecologia global, onde as irmãs farão a oferta do que têm, a sua experiência espiritual”, referiu D. Francisco Senra Coelho aos jornalistas, que acompanharam a cerimónia.

As religiosas vão residir no espaço que, até outubro de 2019, recebeu uma comunidade de Cartuxos.

As Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará partilham momentos comunitários e promovem a hospitalidade, nos seus mosteiros de clausura.

“Com estas irmãs, a parte restrita, mesmo, será da porta para dentro”, destacou o arcebispo de Évora, pelo que o jardim e a igreja estão abertos.

“Faz parte da vocação cenobítica, também, o receber, ter um espaço de receção que podemos considerar como que a hospitalidade, para as pessoas que queriam fazer aqui um tempo de retiro, estar aqui uma semana, uns dias, poderem, no fim de contas, ter esse espaço de acolhimento para uma experiência de inserção”, acrescentou D. Francisco Senra Coelho.

O responsável católico destacou a importância deste projeto para a arquidiocese alentejana, considerando que existe “muita sede de espiritualidade, há muita sede de luz, de água viva, de sentido para a vida”.

Algumas das religiosas que chegaram a Évora tiveram experiência em países como o Iraque, a Síria ou o Egito, “onde não é fácil ser-se cristão”, destacou o arcebispo.

D. Francisco Senra Coelho deu as boas-vindas à “nova casa” da comunidade internacional, com oito religiosas – seis das quais já em Portugal – de vários países, sobretudo da América Latina, e idades compreendidas entre os 24 e 60 anos de idade.

O responsável sublinhou o desejo de que a Cartuxa ‘Scala Coeli’ mantenha “a dimensão para a qual foi criada e desejada”.

“A nossa preocupação é que esta casa se cumpra a ele própria”, sendo “um espaço de espiritualidade” disponível e “aberto à comunidade”, precisou.

Foto: Agência ECCLESIA/HM

O mosteiro vai ter um espaço de acolhimento, com obras da responsabilidade da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), proprietária do edifício, seguindo-se as intervenções nas celas.

“É um momento bonito, de esperança”, assinalou D. Francisco Senra Coelho.

Enquanto as obras de adaptação decorrem, as irmãs estão alojadas numa casa preparada para o efeito, contígua à igreja de São Francisco, em Évora.

HM/OC

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