JMJ 2027: D. Américo Aguiar assinalou os 450 anos da Diocese de Macau na catedral e projetou a presença em Seul

Bispo de Setúbal presidiu à Missa no contexto da deslocação à Coreia, onde vai decorrer uma reunião preparatória do encontro da Jornada Mundial da Juventude

Foto DR, Celebração da Missa presidida por D. Américo Aguiar na catedral de Macau

Macau, 11 set 2026 (Ecclesia) – O cardeal D. Américo Aguiar presidiu hoje a uma Missa na catedral de Macau, diocese que celebra 450 anos de criação, referindo “os laços profundos” com Portugal e projetando a presença dos jovens em 2027 no território.

“Os jovens portugueses que participarão na JMJ Seul 2027 estão a preparar uma peregrinação que os trará precisamente de Portugal a Macau e de Macau a Seul”, afirmou D. Américo Aguiar.

O bispo de Setúbal referiu que a presença em Macau é mais do que “simplesmente uma escala no caminho para Seul”, lembrando os laços de cultura e de fé que ligam Portugal e Macau.

Há entre Portugal e Macau laços profundos, tecidos ao longo de séculos: laços de história, cultura, língua, amizade e, de uma maneira muito especial, de fé”.

“Não estamos aqui para viver de nostalgia, mas para agradecer uma história e perguntar o que Deus quer fazer com ela hoje”, acrescentou o bispo de Setúbal, valorizando a celebração dos 450 anos da diocese de Macau.

Criada no dia 23 de janeiro de 1576 pelo Papa Gregório XIII, a Diocese de Macau está a celebrar 450 anos de criação, tendo por lema do jubileu “De Macau para o Mundo: 450 Anos de Missão e Misericórdia”.

“De Macau para o mundo. A fé cristã é assim. Não nos fecha. Põe-nos a caminho”, afirmou D. Américo Aguiar.

O bispo de Setúbal lembrou que “Macau foi durante séculos uma ponte entre o Ocidente e o Oriente e uma porta missionária para a Ásia”, por onde “passaram missionários que deixaram a sua terra, aprenderam novas línguas, encontraram outras culturas e daqui seguiram por caminhos que chegaram também à Coreia”.

O cardeal D. Américo Aguiar evocou o “significado muito especial” dos percursos missionários, referindo agora a preparação da JMJ Seul 2027, que levará jovens de Portugal a Macau e depois à Coreia.

Quando vierdes a Macau, olhai, escutai, rezai. Encontrai os jovens desta Igreja. Conhecei a sua história. Deixai-vos surpreender por uma Igreja que há 450 anos procura viver e anunciar o Evangelho neste lugar de encontro entre culturas. E depois parti para Seul disponíveis para encontrar os jovens do mundo, a Igreja que vive na Coreia e na Ásia e o Sucessor de Pedro”.

Na homilia da Missa que celebrou os 450 anos de criação da Diocese de Macau, D. Américo Aguiar não esqueceu o dia em que acontecia, 11 de setembro, lembrando que, há 25 anos, “o mundo assistia com horror aos atentados nos Estados Unidos que tiraram a vida a milhares de pessoas e deixaram feridas que atravessaram povos, religiões e continentes”.

“Hoje recordamos as vítimas e as suas famílias e fazemos também uma oração pela paz”, afirmou, desafiando os participantes na celebração que, diante da diferença, é possível “levantar muros” ou “construir pontes”.

“Nós, cristãos, queremos construir pontes. A diferença pode tornar-se encontro. O encontro pode tornar-se fraternidade. E a fraternidade pode tornar-se missão”, afirmou.

D. Américo Aguiar disse que Macau é uma “cidade marcada pelo encontro entre mundos, a caminho de uma Jornada que reunirá em Seul jovens de tantos povos, culturas e línguas”.

Portugal. Macau. Seul. Não são apenas três pontos num mapa. Portugal recorda-nos as raízes. Macau ensina-nos o encontro. Seul chama-nos para o futuro”.

“Queridos jovens, honrai as raízes, mas não fiqueis presos a elas. Recebei a memória e transformai-a em missão”, apontou.

D. Américo Aguiar, bispo de Setúbal, é membro do Dicastério Leigos, Família e Vida, da Santa Sé, e presidente da Comissão Episcopal correspondente, na Conferência Episcopal Portuguesa; entre os dias 13 e 17 de setembro vai participar na segunda reunião preparatória da JMJ Seul 2027, que decorre na Coreia.

PR

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