Projeto “Rafiki” levou jovens a dinamizar o Casal de Santo António, em Porto de Mós

Leiria-Fátima, 09 set 2021 (Ecclesia) – Gonçalo Rei, Caminheiro do Agrupamento 370 de Porto de Mós, do Corpo nacional de Escutas (CNE), foi um dos jovens que participou no projeto “Rafiki”, numa aldeia envelhecida, e disse à Agência ECCLESIA que se “sentiram úteis”.

“Destaco o contacto com os cerca de 20 idosos, na maioria com mais de 80 anos, e sente-se que precisam de companhia, de alguém com quem falar e o que senti muito foi que a nossa presença era útil, estávamos a mudar os dias daquelas pessoas”, explica o jovem em declarações à Agência ECCLESIA.

O Caminheiro candidatou-se este ano e conseguiu juntar-se à equipa que, de 20 a 27 de agosto, esteve no Casal de Santo António, no concelho de Porto de Mós, a desenvolver várias atividades. 

“Tentámos desenvolver algumas atividades, como por exemplo a noite de cinema ao ar livre, tudo montado por nós, com fardos de palha para serem bancos, tivemos um dia em que fizemos ordenha de cabras, fizemos queijo fresco e até pão”, recorda. 

O estudante de Agricultura Biológica, em Coimbra, não esquece o serviço ali prestado e a importância que os idosos deram à presença da juventude.  

“Criou-se uma ligação muito forte com os idosos e houve muitas lágrimas na despedida, porque é uma experiência que mexe muito connosco, são pessoas que estão numa situação muito frágil, muito sozinhas e parece que a vida delas perdeu importância, irmos para lá, interessarmo-nos por elas e estarmos ali, parece que valorizámos a atenção que demos”, sublinha.

Gonçalo Rei não esquece o mote dos Caminheiros, “que é o serviço”, e reforça que este projeto concretiza essa missão. 

“Por exemplo lavámos e pintámos a capela da aldeia e eles agradeceram muito, mas o nosso serviço foi para além disso, a parte emocional e espiritual estava presente e terminámos com uma missa campal, com idosos até de aldeias vizinhas, ali celebrámos e tivemos um arraial que se tornou num convívio agradável”, conta. 

O projeto “Rafiki”, que significa “amigo”, nasceu na Região Leiria-Fátima, no âmbito da iniciativa “Mensageiros da Paz”, da Organização Mundial do Movimento Escutista, existe há sete anos e junta Caminheiros de vários agrupamentos diferentes, tendo como objetivo dar um contributo às pessoas de aldeias isoladas do país.

SN

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