Serviço da Pastoral do Ensino Superior apresentou «boas práticas» universitárias, em Coimbra

Coimbra, 23 abr 2018 (Ecclesia) – O Departamento da Pastoral do Ensino Superior da Madeira apresentou o ‘PMP´s – Play and pray – Missão Natal’, uma ‘boa prática’ que mobiliza os estudantes universitários à animação e solidariedade nas Missas do Parto, na Diocese do Funchal.

“Não temos dificuldade nenhuma em retirar os jovens da cama”, afirmou Filipe Pires, em declarações à Agência ECCLESIA, sobre mobilizar os estudantes universitários para as Eucaristias às 06h00 da manhã, em alguns sítios a partir das 05h30, no mês de dezembro.

À margem do ‘Encontro de Universitários de 2018’, do Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior (SNPES), o entrevistado disse que o formato da dinâmica “é muito motivadora” e gera um “espírito de cooperação” com a partilha de boleias.

“Ao fim das nove Missas há algum cansaço mas nunca foi obstáculo e vemos as pessoas desde o início até ao fim”, assegurou, em Coimbra.

Segundo Filipe Pires, depois de cada celebração “é sempre feita uma reflexão”, “com um tema específico”, onde o grupo reúne em círculo e “fala sobre questões da espiritualidade, desta preparação para o nascimento de Jesus e o que tem a ver com a vida do dia-a-dia”.

O elemento do Departamento da Pastoral do Ensino Superior – Madeira realça que o envolvimento da pastoral católica o ‘Play and pray’ ganhou “uma vertente muito mais religiosa”.

“As nossas músicas para além de serem jovens fazem as pessoas refletir e ajudam neste espírito que é o Natal que se vive muito na Madeira de forma assertiva”, acrescentou.

Filipe Pires destaca também a dimensão solidária dos universitários que vendem broas, “um biscoito típico”, e o valor angariado reverte para “estudantes mais carenciados”.

O SNPES, no ‘Encontro de Universitários de 2018’, apresentou 12 ‘boas práticas’ do setor e os estudantes escolheram cinco que foram mostradas em workshops, este sábado, no Instituto Universitário Justiça e Paz, em Coimbra.

A Pastoral Universitária de Évora levou ‘½ (meia) de Fé’ um espaço semanal de conversa, que tem como único limite o tempo que é marcado por uma ampulheta, e surgiu dos vários tempos que eram dispensados para “esclarecer dúvidas” aos estudantes.

“Um bocadinho meia hora quase como se estivéssemos num café porque é uma conversa extremamente informal; O melhor é que não existe uma obrigatoriedade, um compromisso aficando, mas existe uma liberdade muito grande, as pessoas vão se podem ou vão só aos temas que lhes interessa”, explica Joana Carvalho.

Se for “pertinente” continuam o mesmo assunto, sendo o tema seguinte decido no final de cada encontro que pode acontecer na cozinha, no jardim, na capela ou numa sala de estudo do «Casarão» da Pastoral Universitária de Évora, perto da Praça do Giraldo.

As meias horas de fé são semanais e recentes, têm cerca de dois meses, e Joana Carvalho realça que, para além de estudantes, têm cada vez “pessoas mais velhas a assistir”.

Já a Pastoral Universitária de Braga, por exemplo, apresentou o Projeto ‘Sementes’ que desde 2014 leva estudantes para Cabo Verde e para a Guiné Bissau.

“É uma idade de transformação, de entrada no mercado de trabalho, portanto é uma idade em que estamos à procura de novas experiências. Claro que uma missão em África permite sair da zona de conforto, ter uma experiência que vai ser transformadora”, explica Mariana Macedo, do grupo coordenador do projeto.

Os estudantes universitários vão para comunidades católicas e desenvolvem atividades “em prol da população” em geral, com o principal objetivo de “falar com a pessoa, estar com ela, partilhar momentos”, com as crianças, “para as motivar, estimular um bocadinho a criatividade”, e os jovens.

Este ano a Pastoral Universitária de Braga vai enviar cerca de 40 voluntários, em sete grupos, para Cabo Verde e Guiné Bissau.

Eduarda Cunha está no 3.º ano de Engenharia Informática, “um curso que não explora muito a dimensão humana” que encontro no projeto ‘Semente’.

A estudante revelou que “não tinha muitas expetativas” embora tivesse presente o que via na televisão, “as fotos bonitas, os meninos todos felizes” mas “foi tudo um bocado desconstruído” com a formação e agora existe “só vontade de ir”.

“O que é mais importante é mesmo retirarmos a ideia que vamos lá fazer alguma coisa muito incrível, vou a África mudar aquilo, vou levar uma ideias daqui Portugal, mais avançadas”, desenvolveu Eduarda Cunha, realçando a formação permitiu perceber que vão “estar em comunhão com as comunidades”.

O assistente do SNPES da Igreja Católica, o padre Eduardo Duque, destacou que a realidade mostra que existem “estudantes católicos no seio das universidades” e adiantou que o próximo ano pastoral vai começar a ser preparado a 30 de junho.

CB

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