Foto: Lusa/EPA

Cidade do Vaticano, 02 mai 2021 (Ecclesia) – O Papa saudou este domingo as Igrejas do Oriente que celebram hoje a Páscoa, seguindo o antigo calendário juliano.

“Que o Senhor ressuscitado os encha de luz e de paz”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ‘Regina Caeli’.

Francisco deixou uma palavra de conforto para as comunidades que vivem em “situação particularmente difícil”.

A celebração da Páscoa tem as suas raízes num calendário lunar, não ao atual calendário solar de 12 meses: nos primeiros séculos, as Igrejas do Oriente celebravam a Páscoa como os judeus, no dia 14 do mês de Nisan, ao passo que as do Ocidente a celebravam sempre ao domingo.

O Concílio de Niceia, no ano 325, apresentou prescrições sobre o prazo dentro do qual se pode celebrar a Páscoa – o primeiro domingo depois da lua cheia que se segue ao equinócio da primavera (22 de março a 25 de abril).

Estas datas têm como referência, na maior parte dos países, o chamado ‘calendário gregoriano’, introduzido em 1582 pelo Papa Gregório XIII.

As Igrejas de rito Bizantino, contudo, seguem até hoje o ‘calendário juliano’, calendário solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio César.

Francisco evocou ainda a morte de 45 pessoas, esta quinta-feira, numa peregrinação judaica no norte de Israel.

O Papa manifestou a sua proximidade à população, num dia de luto nacional, rezando “pelas vítimas desta tragédia e os seus familiares”.

Cerca de 100 mil pessoas participavam das celebrações pelo Lag B’Omer – um feriado religioso judeu em homenagem ao rabino Shimon Bar Yohai.

OC

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