Números divulgados pela Agência Fides, do Vaticano, destacam presença da Igreja em instituições de educação e saúde

Cidade do Vaticano, 21 out 2021 (Ecclesia) – A Agência Fides, do Vaticano, divulgou hoje os números mais recentes da Igreja Católica no mundo, apontando a um aumento de fiéis de 1,16% em 2019, num total de 1,34 mil milhões de batizados.

Os dados, publicados por ocasião do Dia Mundial das Missões, que se celebra no domingo, revelam que os católicos representavam 17,74% da população mundial a 31 de dezembro de 2019, data a que se referem as estatísticas mais recentes recolhidas pela Santa Sé.

O aumento do número de batizados é mais significativo na África (+8,3 milhões) e na América (+5,3 milhões), com a Europa em contraciclo (-292 mil católicos).

A percentagem de católicos nos vários continentes é de 63,8% na América; 39,64% na Europa; 26,34% na Oceânia; 19, 49% na África; e 3,31% na Ásia.

Os sacerdotes são 414 336 em todo o mundo, os religiosos não sacerdotes 50 295 e os diáconos permanentes 48 238.

Os números confirmam a “tendência para a diminuição global” do número de religiosas, 630 mil no total, com particular impacto na Europa (-7400) e América (-5315) ao longo de 2019.

No campo da educação, a Igreja Católica administra 72 667 creches e 98 925 escolas primárias nos cinco continentes, que servem mais de 42,6 milhões de crianças; quase 50 mil escolas secundárias têm 19 milhões de alunos, a que se somam mais de 6 milhões de estudantes do ensino superior.

Quanto à saúde, as instituições católicas gerem 5245 hospitais, 14 963 centros de saúde/dispensários; 532 casas para leprosos; 15 429 lares para idosos, doentes crónicos e pessoas com deficiência; 9374 orfanatos; 3198 centros de educação ou reeducação social; e 33 840 instituições de outro género.

O cardeal Luis Antonio G. Tagle, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos (Santa Sé), disse hoje em conferência de imprensa, no contexto do Dia Mundial das Missões, que a Igreja precisa de “testemunhas” do Evangelho, mais do que “conceitos técnicos”, para abrir a porta ao anúncio da fé.

“A fé é um dom do Espírito Santo. Comecemos com uma atitude muito humilde: estamos muito preocupados com a evangelização, não só da Europa, mas de todo o mundo”, referiu aos jornalistas, no Vaticano.

O cardeal filipino destacou que “o encontro com Cristo e o seu Evangelho geram abertura e comunhão com o próximo”.

“A missão está no coração de todos nós, cada batizado é um missionário do Reino de Deus, a missão é um apelo para todos os batizados”, prosseguiu.

D. Giampietro Dal Toso, presidente das Obras Missionárias Pontifícias (OMP) e secretário-adjunto da Congregação para a Evangelização dos Povos, destacou por sua vez alguns sinais que chegam de “comunidades cristãs vivas”, na Europa.

O responsável defendeu a implementação de “percursos de iniciação cristã” para quem já está perto da Igreja Católica, ajudando-os a “aprofundar o que é o Cristianismo”.

A intervenção do presidente das OMP precisou que a Obra de Propagação da Fé apoiou 893 circunscrições eclesiásticas em territórios de missão nas despesas correntes, ao longo deste ano, e investiu mais de 10 milhões de dólares na formação de catequistas; a Obra de São Pedro Apóstolo financiou a formação de 76 541 seminaristas, em 746 seminários.

D. Giampietro Dal Toso apresentou uma reflexão sobre a figura de Pauline Jaricot (1799-1862), fundadora da Obra da Propagação da Fé, que vai ser beatificada a 22 de maio, na cidade francesa de Lyon.

“Este é um daqueles exemplos que mostra como a verdadeira inspiração encontra espaço na Igreja”, observou.

OC

 

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