Francisco presidiu à Missa na Casa de Santa Marta no dia em que assinala o sétimo aniversário da sua eleição

Cidade do Vaticano, 13 mar 2020 (Ecclesia) – O Papa Francisco afirmou hoje ao iniciar a Missa, no Vaticano, que os sacerdotes e os bispos devem tomar medidas que “não deixem só” o Povo de Deus, escolhendo os “melhores meios para o ajudar”.

Na eucaristia que presidiu na Capela de Santa Marta, o Papa começou por afirmar a sua proximidade “aos doentes e às famílias” que sofrem a pandemia do novo coronavírus, lembrando sobretudo os sacerdotes e os bispos.

“Quero rezar hoje pelos pastores, que devem acompanhar o Povo de Deus, nesta crise. Que os Senhor lhes dê a força e a capacidade de escolher os melhores meios para ajudar”, disse o Papa

Para Francisco, “as medidas drásticas nem sempre são boas”.

“Rezemos para que o Espírito Santo dê aos pastores a capacidade e o discernimento pastoral para que tomem medidas que não deixem só o santo povo fiel de Deus”, afirmou.

O Papa deseja que o “Povo de Deus se sinta acompanhado pelos pastores, confortado pela Palavra de Deus, os sacramentos e a oração”.

Na homilia da Missa, Francisco denunciou o “clericalismo” e a “ideologização” do dom de Deus marcado pela gratuidade.

“O clericalismo não é uma coisa destes dias, a rigidez não é destes dias, já havia no tempo de Jesus”, lembrou o Papa, acrescentando que depois a “ira de Deus” se volta contra “aqueles que tomam o dom para si como propriedade e reduzem a sua riqueza aos caprichos ideológicos”.

“Peçamos ao Senhor a graça de receber o dom como dom e transmiti-lo como dom, não como propriedade, não de um modo sectário, de modo rígido, de modo ‘clericalista’”, concluiu o Papa.

O Papa assinala hoje o sétimo aniversário da sua eleição pontifícia, depois de um ano marcado por sete viagens internacionais, uma cimeira sobre a proteção de menores e um Sínodo especial dedicado à Amazónia.

Foto Lusa, Papa Francisco na celebração da Missa na Casa de Santa Marta

PR

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