“Adaptação” é a palavra chave do diálogo no feminino onde se destaca a devoção mariana 

Lisboa, 25 mai 2020 (ECCLESIA) – Helena Gomes, finalista de Medicina, na Arquidiocese de Braga, afirmou que a adaptação é a palavra chave e que o desconfinamento traz agora o grande desafio de “pôr em prática o melhor” de cada um.

“Adaptação é a palavra chave, vem um tempo de grande desafio, o depois do Covid, vai trazer muitos desafios à sociedade em geral e a nós jovens, no trabalho e na vida social, é momento de arranjar estratégias e soluções para pôr em prática o melhor de nós”, disse em declarações à Agência ECCLESIA.

A estudante de Medicina, que viu ser cancelada a sua bênção de finalista, defende que este tempo de quarentena foi um desafio mas o “maior desafio começa agora” com o desconfinamento que acredita ser um “ponto de viragem muito positivo”. 

Helena Gomes, convidada na edição de hoje das ‘Conversas na ECCLESIA’, sentiu “falta das rotinas e das pessoas”, perdeu hábitos e a sua “saúde mental sofreu um bocadinho” também pela tristeza do fim do curso com estas limitações. 

A pandemia estragou os planos dos finalistas de 2020, as celebrações de finalistas ficaram suspensas, fica uma tristeza por não poder celebrar o que imaginávamos desde o início do curso, ficamos tristes mas aceitamos”. 

A jovem fez este percurso com a pastoral universitária de Braga, onde já participou um missões em Cabo Verde e Guiné, acedeu às propostas de “orações e conversas semanais” que foram acontecendo e gostou de ver o vídeo do arcebispo, D. Jorge Ortiga, a deixar “uma mensagem de alento” para o seu futuro.   

Na diocese de Viana do Castelo, o grupo de jovens “70×7”, arranjou maneira de incentivar os seus membros, “muitos também finalistas que veem os seus cursos e estágios interrompidos” e as reuniões diferentes deram o alento. 

“Foi preciso adaptar a esta realidade, tivemos reuniões online, onde havia muitas partilhas, e isso é importante para perceber o que sentimos e a forma como estávamos a viver este momento, fortalecemos a união, a o grupo ficou mais coeso e unido”, explica a coordenadora Ana Lopes. 

Um sonho antigo tinham alguns membros do grupo “que já faziam iniciativas desportivas na comunidade paroquial” e neste tempo de confinamento veio “outra oportunidade”.  

Temos a sorte de ter dois jovens finalistas de Desporto e eles já promovem, no grupo e na comunidade paroquial, algumas coisas relacionadas com o desporto, depois queriam fazer aulas de Fitness e surgiu a oportunidade, agora que está tudo tão preocupado com a forma física; eles conseguiram adaptar uma coisa que desse para toda a gente e foi divertido, depois ainda andaram a mandar planos de treinos uns para os outros”.

O grupo de jovens, sediado na paróquia de Nossa Senhora de Fátima, tem cerca de 20 elementos e viu as suas atividades a terem de “ser adaptadas e adiadas” sem “saber o amanhã”.

Ana Lopes referiu ainda o exemplo das “visitas ao lar de idosos” que são agora adiadas e festa da padroeira da paróquia, no passado 13 de maio, que teve de ser “vivida de outra forma”, no entanto destaca que o futuro tem de ser visto como “agradecimento”.

“Agradecer mais pelas pequenas coisas, só o facto de poder ir buscar pão com liberdade, por exemplo, ser agradecidos pelas pequenas coisas”, observa.

Para Madalena Corrêa de Oliveira, membro do movimento das Equipas Jovens de Nossa Senhora, o mês de maio teve um momento especial que reuniu mais de mil pessoas numa plataforma digital, a rezar o terço. 

“Juntar as várias gerações de equipistas, ao longo destes 44 anos de existência e podermos rezar juntos neste tempo, com a presença do cardeal D. José Tolentino, foi uma imensa alegria, não só pelo número de pessoas, também mas a oração uniu jovens, famílias, equipistas de Portugal inteiro, jovens do Brasil que se quiseram unir neste terço e alguns sacerdotes e foi num sentimento de comunhão, de unidade de ser movimento e Igreja”, explicou. 

A jovem estudante de Gestão deu o seu testemunho de equipista nos “Momentos F5”, rubrica das Conversas na Ecclesia, e afirmou que, perante a fase de desconfinamento o movimento “repensa propostas e novas estratégias” que possam lançar.    

Madalena Corrêa de Oliveira, mostrou-se preocupada com “este tempo ao nível económico, que está a afetar Portugal e o Mundo” mas acredita “na garra dos jovens”.  

Somos diferentes e de movimentos diferentes, sítios diferentes mas há uma coisa que nos une a todos, sermos jovens, este sentimento de não ser indiferente pelo que se passa no Mundo,  nós, jovens, com a nossa garra temos de aproveitar e trazer ideias novas, e vivemos neste tempo em que tudo é quase possível através das tecnologias todas e facilita muito”. 

O projeto “Conversas na Ecclesia” tem o objetivo de partilhar, de segunda a sexta-feira, um tempo de diálogo sobre cinco temas, publicados nas redes sociais, a partir das 17h00.

A semana começa com temas direcionados para os jovens, depois a solidariedade e o cuidado da casa comum, as novas formas de liturgia e de pertença, os acontecimentos vividos a partir do Vaticano e, a terminar a semana, uma conversa com propostas e perspetivas culturais.

SN

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