Presidente da Comissão Episcopal responsável pelas Comunicações Sociais destacou contexto inédito vivido durante pandemia

Foto: Agência ECCLESIA/MC

Angra do Heroísmo, Açores, 25 mai 2020 (ECCLESIA) – O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais disse hoje à Agência ECCLESIA que, durante o confinamento provocado pela pandemia, as “redes sociais e o digital” foram um “auxílio muito grande”.

O bispo de Angra realçou que os efeitos da propagação do novo coronavírus se sentiram na Igreja, porque o “normal, em Igreja, é a presença em comunidade em que as pessoas estão juntas umas com as outras sem o distanciamento físico”, realçou D. João Lavrador.

As circunstâncias que se vivem atualmente e a novidade que colocaram na vida das pessoas vieram demonstrar que o digital vai “ajudar, não apenas teoricamente – já se falava disso há muito tempo – mas que se deve apostar de forma contínua nas redes sociais”, referiu  D. João Lavrador, para quem, nas últimas semanas, “foi possível avançar bastante”, acrescentou o prelado.

Olhando para a realidade das ilhas açorianas, D. João Lavrador afirmou que a RTP Açores “está muito sensível a transmitir aquilo que a Igreja vai realizando”, mas a “grande questão” que se coloca agora “é ser capaz de harmonizar o que é a comunicação presencial, com a comunicação feita através dos meios digitais”.

O responsável destaca que atualmente se fala na Comunicação Social enquanto “cultura e forma de estar” e não tanto por sectores, exigindo uma aposta “constante”.

É uma urgência, a Igreja despertou para isso e sentiu necessidade, até pela experiência tida através das celebrações da Eucaristia, formas de fazer catequese e como as pessoas estiveram juntas sem ser fisicamente”.

“Imagino o futuro com as pessoas doentes, idosas e isoladas onde as redes sociais podem ser importantes”, avançou.

No último domingo foi celebrado o 54.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, num contexto inédito devido à pandemia; dois dias antes, a Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais atribuiu o Prémio D. Manuel Falcão a uma reportagem do jornal «Expresso» sobre os últimos dias dos monges da Cartuxa na cidade de Évora.

A entrega deste prémio quer mostrar que esta comissão episcopal “está atenta ao que se realiza não só no interior da Igreja, mas o que se realiza na própria sociedade”, frisou o bispo de Angra.

A partir do “humanismo cristão” reconhece-se os valores que “podem ajudar na progressiva edificação duma sociedade mais justa e com maior coesão social”, realçou o prelado.

Os prémios demonstram que a Igreja “escuta os sinais dos tempos naquilo que é a realização da comunicação social” e são esses sinais que “valorizam a sociedade”. 

“É a semente do verbo que está presente em tantos jornalistas”.

Para além da reportagem sobre a Cartuxa em Évora foram também atribuídos prémios a dois jornais que este ano completam um século de vida: «Notícias da Covilhã» e «Jornal da Beira». 

Os 40 anos do programa 70X7, transmitido aos domingos na RTP2, com edição do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja também recebeu a título honorífico Prémio de Jornalismo Dom Manuel Falcão.

PR/LFS/OC

 

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