A 30ª Peregrinação Anual da Família Missionária da Consolata a Fátima aconteceu este sábado 

Foto: AE/HM

Fátima, 15 fev 2020 (Ecclesia) – A 30ª Peregrinação Anual da Família Missionária da Consolata a Fátima, aconteceu este sábado, contou com a presença de D. Diamantino Antunes, Bispo de Tete, Moçambique, que apelou “à coragem dos missionários a manifestar a própria fé e a mostrar com a vida”.

“O tema deste ano, ‘Atreve-te a seguir Jesus’, é um apelo à coragem dos missionários, de manifestar a própria fé e mostrar com a vida”, disse D. Diamantino Antunes, Bispo de Tete, Moçambique, em declarações à Agência ECCLESIA. 

O primeiro missionário da Consolata português a ser nomeado bispo esteve em Fátima este sábado para o dia que sente ser de “encontro de família”.

“É um encontro de família vivendo o carisma do Missionários da Consolata, que é estar em missão e cada um fazer a sua parte. Nós, missionários, devemos e queremos sentir que na retaguarda há quem nos apoie, reze por nós e viva a mesma missão”, acrescentou. 

Missionário há mais de 20 anos em Moçambique, D. Diamantino Antunes falou ainda do clima de tensão que vive a sua diocese de Tete e assegura que a visita do Papa pode ter lançado “sementes que vão dar fruto”. 

“Estamos no meio de dois focos de tensão, o conflito entre alguns antigos guerrilheiros e as forças desegurançaque afeta sempre; as pessoas têm de circular e viajar e é um risco porque há ataques aos transportes, por exemplo”, descreve.

Também o padre Simão Pedro, Missionário da Consolata, sente este encontro como “um momento especial” para toda a família, uma forma de dar a conhecer o carisma. 

“É um dia para dar a conhecer o carisma, celebrar os 30 anos de beatificação do nosso fundador, ele que não ficou fechado no seu mundo e alargou horiziontes, quis ser missionário e convencer outros amigos para salvar a vida dos mais pobres e falar do Evangelho a esta gente”, disse.

O sacerdote destacou ainda o início desta peregrinação, com aos adolescentes e jovens na noite de ontem, onde aconteceu “uma vigília com música de uma banda”, onde aconteceram “momentos de muita alegria”.

Foto: AE/HM

A peregrinção junta pessoas várias faixas etárias e locais diferentes que se unem neste espírito do fundador, beato José Allamano. 

Tadeu Ferreira e Agostinho Ferreira são ex seminaristas do Instituto da Consolata e, apesar de seguirem “uma vida diferente” não se desligaram dos valores e princípios.

“Seguimos uma via diferente mas continuamos com a ligação, os valores e princípios e colaboramos sempre com os missionários”, explicou Tadeu Ferreira.

“É  a grande oportunidade onde se reune a família e de prestar o nosso apoio, há valores que e  ideais que se mantêm, e mesmo no dia a dia procura-se refletir esses valores e viver de acordo c estes principios”, acrescenta Agostinho Ferreira. 

Também Vera Dias veio de Constância para a peregrinação da Família da Consolata a Fátima, por ter amigos ligados aos Instituto “desde o tempo do liceu” e vai dando o seu contributo ao longo do ano. 

“Estar aqui nestes dias é um misto de alegria por nos encontrarmos mas também de paz e oração”, explica à Agência ECCLESIA.

HM/SN

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