Ocorreu nos dias 28 e 29 de Maio, no Centro Pastoral e Social de Ferragudo, Diocese do Algarve, o Conselho Nacional da Primavera da Associação Portuguesa dos Centros de Preparação para o Matrimónio (CPM–Portugal), convocado nos termos dos Estatutos. Acorreram a este Conselho, além membros da Equipa Responsável Nacional e do seu Assistente, P. António Belo, casais e Assistentes vindos das Dioceses do Algarve, Angra, Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Leiria-Fátima, Lisboa, Portalegre-Castelo Branco, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu, num total de cerca de 100 pessoas. D. Manuel Neto Quintas, Bispo do Algarve, que esteve alguns momentos no Conselho, deixou palavras de apreço pelo serviço desenvolvido pelo CPM, manifestou a sua alegria e gratidão pelo facto do evento estar a ocorrer, pela primeira vez, na sua Diocese e desejou os melhores frutos ao Conselho e a todas as Dioceses. O momento de informação-formação deste Conselho, subordinado ao 5º Tema CPM – “Nova situação-Novas exigências”, teve a participação de um par de noivos, pais de uma menina de 6 anos, a frequentarem um CPM no sentido da preparação do seu casamento que vão realizar, proximamente, de forma católica. Testemunharam a opção pela vida – aceitando a gravidez – e adaptando-se às novas exigências que a nova situação lhes trouxera, interrompendo, concretamente, o curso universitário. Disseram, ainda, que eram, frequentemente, interrogados pelos colegas sobre os motivos que os levaram a tomar a decisão de se casarem pela Igreja, quando já tinham uma experiência de vida em comum e se sentiam bem. Reconheceram que hoje estava em moda o “viver juntos” e que muitos jovens vivem sem o verdadeiro sentido de responsabilidade, muito virados para o momento presente e preocupados com o ter e o gozar. Disseram mesmo que há situações dolorosas resultantes de excessos a todos os níveis, incluindo o financeiro, que acabam por gerar os primeiros conflitos para os quais os jovens não estão preparados e que, muitas vezes, terminam em separações por falta de conhecimento mútuo e de capacidade de diálogo. Evocaram as confusões que as várias propostas do mundo, sem referências, valores e critérios, veiculadas pela comunicação social, injectam nos jovens, deixando-os à deriva na enxurrada do mais fácil e apetecível sem a consciência do elevado custo que irão suportar pelas decisões pouco amadurecidas. Seguiu-se a apresentação do testemunho de um casal, que esteve empenhado no CPM e na Pastoral da Família, no Algarve, que afirmou que o casamento, sendo, à partida, uma nova situação, ele é, por natureza, um espaço de novidade permanente onde novas exigências se fazem sentir e para as quais o casal tem de estar aberto e ter capacidade de dar resposta oportuna e adequada. Referiu e demonstrou como acolheu e superou, entre muitas situações, a permanente adaptação mútua, a inserção na família do cônjuge, as mutabilidades do trabalho, o nascimento dos filhos, a doença, o apoio aos progenitores e, agora, o casamento do primeiro filho – um conjunto de situações a exigirem muito do casal e de cada cônjuge. Da fundamentação teológica, apresentada pelo P. Varela, Assistente Diocesano do CPM do Algarve, concluiu-se que o casamento é um espaço de crescimento na complementaridade e que todo o crescimento precisa de adaptação. “Sai de ti e constrói com a tua mulher, com o teu marido o projecto que abraçaram e os sonhos que acalentam e que Eu abençoei no dia do vosso casamento”, numa evocação do apelo que o Senhor fez a Abraão. Sair de cada um é projectar o casal, num trabalho nem sempre fácil de adaptação, mas cuja chave está na capacidade de diálogo. Após o intervalo foi dada a palavra às 14 Dioceses presentes que partilharam as acções levadas a efeito ao longo do ano pastoral, com toda a sua envolvência de alegria pelo caminho percorrido, de esperança em soluções que se desenham e de animadora persistência no encontrar de boas vontades para que a implementação do CPM vá acontecendo. Tratou-se, mais uma vez, de um momento muito rico de experiência e de vida comunitária posta em comum – uma alavanca impulsionadora que vai originar um novo folgo junto das Dioceses. Antes das vésperas a Equipa Responsável Nacional deu algumas informações de caracter nacional e internacional, justificou a necessidade do Conselho proceder a uma alteração dos Estatutos, tendo em conta os Códigos Civil e Canónico, de modo a que o CPM possa ser considerada uma associação representativa das famílias com todos os direitos e obrigações que a lei lhe confere. Apresentou, de seguida, dois opúsculos, acabados de editar – CPM-Preparação para o matrimónio”e “CPM-Estrutura, organização e dinâmica”, o primeiro com a função de dar a conhecer ao exterior a metodologia CPM e o segundo virado para os seus agentes com vista a uma informação detalhada que leva à unidade na acção. Houve, ainda, tempo, para falar sobre o site CPM – sua actualização e vida – com um pedido às Dioceses para enviarem à Equipa Responsável Nacional, notícia das suas acções, de modo a que a comunidade em geral e, concretamente, os noivos possam ter uma informação exacta e actualizada. O Casal Delegado da CPM-Portugal junto do CNMO (Conselho Nacional de Movimentos e Obras) falou da sua acção e das acções levadas a efeito por esse organismo relativamente ao apostolado dos leigos. O dia seguinte iniciou-se com a oração das Laudes a que se seguiu a eleição do Casal Presidente Nacional para o triénio de 2005/2008 – Maria de Lurdes e Aires Pereira Barata, da Diocese de Lisboa. De seguida foram apresentadas e comentadas as avaliações da Formação e do Encontro-Peregrinação nacionais, marcadas as datas de diversas actividades com a atribuição de incumbências especiais às Dioceses do Algarve, Setúbal e Viana do Castelo e determinado o início do processo da revisão dos “Guias de diálogo”. A jeito de encerramento, o Assistente Nacional fez algumas considerações aos trabalhos do Conselho, destacando, de modo especial, o conteúdo da formação e os testemunhos apresentados, que disse terem jorrado da vida e da autenticidade. Feitos os agradecimentos habituais, os trabalhos encerraram com a celebração eucarística, a que se seguiram o almoço e a despedida. A Equipa Responsável Nacional
