«Vocês provam como o amor, quando distribuído, não se divide ou se esgota» – Cardeal Pietro Parolin

Kinshasa, República Democrática do Congo, 04 jul 2022 (Ecclesia) – O secretário de Estado do Vaticano, enviado do Papa à República Democrática do Congo (RDC), reuniu com as congregações religiosas e crianças, idosos, jovens, deficientes ou pessoas abandonados acusadas de bruxaria, este domingo, na Nunciatura Apostólica, em Kinshasa.

“Diariamente vocês provam como o amor, quando distribuído, não se divide ou se esgota, mas se multiplica e cresce”, disse cardeal Pietro Parolin, que distribuiu abraços e bênçãos, cumprimentou homens e mulheres, informa o portal Vatican News.

O secretário de Estado do Vaticano dedicou o seu último compromisso na República Democrática do Congo aos idosos, crianças, mulheres solteiras com filhos, casais, adolescentes, “todos unidos pelo único denominador comum do sofrimento”, e que encontram apoio nas congregações religiosas e outras realidades eclesiais.

“Passaram da morte para a vida, da humilhação para a dignidade, da tristeza para a alegria; certamente levarei seus nomes e seus rostos ao Papa Francisco, pedindo-lhe que o leve em suas orações, dando graças a Deus pelas maravilhas que ele fez por vocês”, desenvolveu.

Um dos exemplos deste apoia e acolhimento da Igreja é Guy que as Irmãs do Sagrado Coração de Jesus encontraram ferido, há muitos anos, na manhã de um Sábado Santo na porta da sua casa, após a acusação de bruxaria, e ensina francês aos jovens e pede orações para a conversão da sua família.

“Justamente quando vocês pensaram que tudo poderia estar perdido, a luz e a vida surgiram em sua dor e transformaram tudo. Nem tudo é perfeito e ainda enfrentam momentos difíceis, talvez muitas ansiedades e medos do amanhã, mas Deus abriu um novo caminho para cada um de vocês, Ele os pôs de pé e os convida a continuar caminhando com Ele. Ele estendeu sua mão para vocês, não a larguem.”

O secretário de Estado do Vaticano, que recebeu canções, agradecimentos, e um colar de rosas roxas, um presente indiano, das Missionárias da Caridade, afirmou que a Igreja Universal “agradece e encoraja a perseverar nas suas obras”, mesmo com dificuldades e aparentes derrotas.

O cardeal Pietro Parolin iniciou, na sexta-feira, a viagem à RDC e ao Sudão do Sul, para “levar o afeto do Papa a essas populações”, depois de Francisco ter adiado a viagem aos dois países africanos, que se ia realizar de 2 a 7 de julho, por “conselho dos médicos e para não anular os resultados das terapias do joelho”.

Este domingo, o Papa Francisco reforçou os seus apelos à paz na República Democrática do Congo (RDC), numa Missa em rito zairense que reuniu na Basílica de São Pedro representantes da comunidade congolesa, e prometeu visitar “o mais rápido possível” o país, bem como o Sudão do Sul, numa mensagem em vídeo divulgada pelo Vaticano.

CB

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