Leão XIV manifesta «tristeza e preocupação» perante atentados no país sul-americano

Cidade do Vaticano, 29 abr 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje ao fim da escalada de violência na Colômbia, após ataques armados que provocaram, pelo menos, 20 mortes e dezenas de feridos.
“Com tristeza e preocupação, tomei conhecimento da trágica situação de violência que assola a região sudoeste da Colômbia, provocando uma grande perda de vidas”, disse Leão XIV, durante a audiência geral desta manhã, na Praça de São Pedro.
“Expresso a minha proximidade em oração às vítimas e às suas famílias e exorto todos a rejeitarem todas as formas de violência e a escolherem resolutamente o caminho da paz”, referiu o pontífice, falando em espanhol.
A tomada de posição surge na sequência de um ataque levado a cabo a 25 de abril na Autoestrada Pan-Americana, por alegados dissidentes das FARC, que vitimou mortalmente 19 pessoas, segundo o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.
A região de Cajibio sofreu ainda um atentado com bomba de gás lacrimogéneo na aldeia de La Pedregosa.
A presidência da Conferência Episcopal Colombiana (CEC) emitiu uma declaração manifestando consternação perante a crise humanitária nos departamentos de Huila, Cauca, Valle del Cauca, Nariño e Meta.
“Feriram a dignidade humana e violam o direito fundamental à vida”, indicam os bispos.
O episcopado condena a ofensiva contra civis, líderes sociais e comunidades vulneráveis, sublinhando a urgência de proteger a população.
“Nada justifica a violência”, aponta a nota da CEC, acrescentando que “a vida humana é sagrada e deve ser protegida em todas as circunstâncias”.
A hierarquia católica dirige um apelo aos grupos armados, classificando a sua ação como uma rutura da ordem social e exigindo o cumprimento do direito internacional humanitário.
“A crise humanitária exige respostas urgentes, coordenadas e sustentáveis”, pode ler-se.
A Igreja Católica apela à mobilização da sociedade civil para intensificar as ações humanitárias e as orações pela paz, apontando à necessidade de “organizar a solidariedade e construir caminhos para a reconciliação”.
O chefe da Missão da ONU na Colômbia, Miroslav Jenca, condenou na segunda-feira os violentos ataques ocorridos no sudoeste da Colômbia e pediu aos grupos armados que reduzam a violência e respeitem a população civil.
Os ataques foram atribuídos pelas autoridades do país sul-americano ao grupo armado ilegal conhecido como Estado Mayor Central (EMC), federação de dissidentes da antiga guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
A vaga de ataques agrava o clima de tensão, na reta final para as eleições presidenciais de 31 de maio.
OC
