Padre Manuel Ferrão quer promover «tempo de encontro, conhecimento, partilha, formação e celebração»

Viseu, 16 set 2020 (Ecclesia) – O padre Manuel Ferrão, diretor do Secretariado Diocesano da Evangelização e da Catequese, em Coimbra, prepara o regresso às sessões presenciais nas paróquias da Unidade Pastoral Miranda do Corvo, a partir de sábado.

“Iniciamos de imediato, aproveitamos um primeiro tempo em que estamos bem e preparando-nos para a possibilidade em que as coisas nos levem a ter de novamente utilizar meios informativos para a catequese, fazermos este primeiro tempo de encontro, conhecimento, partilha, formação, e celebração com as nossas crianças”, disse à Agência ECCLESIA.

O responsável católico explicou que, com os coordenadores dos vários núcleos, decidiram “iniciar o mais cedo possível a catequese por dois motivos”, sendo o primeiro “fazer um aproveitamento” do que, porventura, não puderam “fazer o ano passado com o confinamento” e vão começar “todos os anos da catequese com um olhar retrospetivo”.

O padre Manuel Ferrão assinala que os meios digitais “são meios ótimos”, “na medida em que suprem uma dificuldade”, mas “a catequese é presencial” e nas cinco paróquias da Unidade Pastoral Miranda do Corvo querem aproveitar “este início de imediato, em paralelo com a escola”.

O sacerdote acrescenta que outro motivo para este início da catequese, já no sábado e domingo, foi o adiamento “para este início de ano pastoral das festas da catequese, nomeadamente a Primeira Comunhão e a Profissão de Fé”, pelo que querem fazer “uma caminhada de preparação para estes dois momentos fundamentais na caminhada catequética das crianças”.

O padre Manuel Ferrão assinala que “havia a possibilidade” de celebrar as festas nas paróquias da Unidade Pastoral Miranda do Corvo, quando regressaram as celebrações comunitárias das Missas, a 30 de maio, mas destaca que não se “prepara uma Primeira Comunhão por via informática”.

Sobre as medidas adotadas para evitar o contágio e propagação do coronavírus, o pároco de Lamas, Miranda do Corvo, Rio de Vide, Semide e Vila Nova de Miranda explica que nas paróquias “mais pequeninas em que cada grupo de catequese tem 3, 4 ou 5 crianças” não existe “tanta preocupação” com os espaços.

“Nas maiores, essa é uma preocupação de arranjar espaços para ter salas convenientes e suficientemente amplas para ter os grupos. Possivelmente, vamos ter de fazer um desdobramento de grupos, criar grupos mais pequenos, para poder fazer a catequese em segurança”, desenvolveu, dando como exemplo Miranda do Corvo onde “não abunda o espaço” e existe o “sonho” de construir um centro pastoral que “possa albergar toda as realidades, não só da paróquia, mas da unidade”.

“Na preparação deste arranque de ano pastoral na catequese essa preocupação é prioritária: Ter salas suficientes, em grupos mais pequeninos e realizar o nosso ano pastoral”, acrescentou, recordando “todas as regras de saúde” que estão a utilizar “com toda a segurança no culto”.

O padre Manuel Ferrão, diretor do Secretariado Diocesano da Evangelização e da Catequese de Coimbra, recorda o documento ‘Orientações para a Catequese em tempo de Pandemia‘, publicado em junho, por todos os párocos e muitos catequistas coordenadores, para que “os ajudasse não só a refletir, porventura a criar alguma autoridade de orientação e de aplicação nas suas comunidades”.

“Foi oportuno, porque era suficientemente abrangente para várias experiências e para várias realidades que já estavam a ser experimentadas e, sobretudo, para agora, para este início de ano pastoral, abre várias possibilidades e formas de entender na diversidade de cada comunidade um início de ano pastoral e catequético com responsabilidade e com segurança”, desenvolveu o padre Manuel Ferrão, à margem do encontro sobre o curso ‘Ser Catequista’ para as Dioceses da Beiras – Aveiro, Coimbra, Viseu, Guarda e Lamego – no Seminário de Viseu.

CB/OC

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