Mais de 750 sepulturas anónimas descobertas junto de instituição educativa

Lisboa, 25 jun 2021 (Ecclesia) – Os bispos católicos de Saskatchewan, no Canadá, manifestaram a sua solidariedade com a “experiência dolorosa e devastadora” dos povos indígenas, após a descoberta de750 sepulturas anónimas junto a uma instituição educativa.

“A descoberta de túmulos perto de antigas escolas residenciais abre feridas profundas e traz de volta memórias terríveis que nos traumatizam novamente”, assinala um comunicado divulgado online pelos responsáveis de várias dioceses da região.

A descoberta das sepulturas não marcadas foi feita no local da antiga Escola Residencial Marieval.

Os responsáveis católicos dirigem-se aos sobreviventes, sobreviventes intergeracionais e ácomunidade indígena Cowessess, apoiando a investigação a estes casos.

No início do mês tinham sido descobertos restos mortais de 215 crianças, alunos da Kamloops Indian Residential School (Escola Residencial Indígena Kamloops),

Várias destas instituições pertenciam à rede de escolas administrada pela Igreja Católica e destinada à “reeducação” de crianças indígenas, com o apoio do Governo canadiano.

Os bispos da região de Saskatchewan apresentam as suas condolências e assume que as palavras “devem mover-se para a ação concreta”.

O povo Cowessess considerou a descoberta “horrível e chocante”.

A Conferência Episcopal do Canadá tem um grupo de trabalho para as relações com os povos indígenas e espera que uma delegação de líderes indígenas, sobreviventes, anciãos e jovens se possa encontrar com o Papa antes do final de 2021.

A modalidade de internato administrado pelo governo e por autoridades religiosas, nos séculos XIX e XX, tinha por objetivo “reeducar” crianças indígenas, retiradas das suas famílias, suprimindo línguas e culturas ancestrais.

OC

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