Encontro marcado para 1 de julho vai reunir responsáveis cristãos em debate e oração ecuménica pela paz

Foto: Lusa/EPA

Cidade do Vaticano, 25 jun 2021 (Ecclesia) – O Vaticano apresentou hoje a cimeira convocada pelo Papa para debater a situação do Líbano com os principais líderes cristãos do país, a 1 de julho.

D. Paul Richard Gallhager, secretário do Vaticano para as relações com os Estados, explicou em conferência de imprensa que esta jornada de “reflexão e oração” quer ser um gesto público em defesa do “último baluarte de uma democracia árabe”, que respeita a pluralidade cultural e a diversidade religiosa, fruto de uma “identidade única”.

Para um dos principais responsáveis da diplomacia da Santa Sé, o apoio ao Líbano é essencial para assegurar um Médio Oriente “pluralista, tolerante e diversificado”.

O arcebispo assinalou ainda que a presença dos cristãos é vista como uma “componente essencial do modelo libanês”, projetando uma visita do Papa Francisco ao país em final de 2021, início de 2022.

O cardeal Leonardo Sandri, prefeito da congregação para as Igrejas Orientais, falou aos jornalistas, por sua vez, da atenção constante dos Papas com o Líbano, anunciando a presença de dez líderes das comunidades cristãs no encontro da próxima semana.

Além dos católicos de rito latino (comum à maior parte dos países ocidentais, como em Portugal), existem no Médio Oriente seis Igrejas com autonomia própria (“sui iuris”), lideradas por um patriarca próprio, em comunhão com Roma.

A cimeira começa na Casa de Santa Marta, às 08h30 (menos uma em Lisboa), onde Francisco reside, prosseguindo em procissão até à Basílica de São Pedro com os responsáveis das comunidades cristãs libanesas e os membros das várias delegações.

As conversações vão decorrer à porta fechada, no Palácio Apostólico do Vaticano, em três sessões, encerrando-se com uma oração ecuménica pela paz.

A 30 de maio, o Papa anunciou a realização deste encontro, com o objetivo de analisar a “preocupante situação do país” e rezar “juntos pelo dom da paz e da estabilidade”.

Um mês antes, o Papa Francisco recebera, em privado, o primeiro-ministro designado do Líbano, Saad Hariri; o país está sem Governo em exercício pleno desde agosto de 2020.

O país sente ainda os efeitos da explosão no porto de Beirute, que ocorreu a 4 de agosto de 2020 e provocou mais de 200 mortos, além de elevados danos materiais, e enfrenta uma grave crise económica e financeira.

OC

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