Brasil: Bispo de Setúbal associa-se aos 475 anos da criação da Diocese de São Salvador da Bahia

D. Américo Aguiar lembra que «devoção ao Senhor do Bonfim tem raízes» em Setúbal, primeiro bispo da diocese brasileira era português

Foto Sara Gomes, Arquidiocese de Salvador

Setúbal, 25 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Setúbal une-se “com profunda alegria e gratidão a Deus” às celebrações dos 475 anos da Diocese brasileira de São Salvador da Bahia, a devoção ao Senhor do Bonfim e o seu primeiro têm tem raízes sadinas.

“Ao celebrar os 475 anos da vossa Igreja particular — Primaz do Brasil e berço de tantas expressões de fé, cultura e missão — damos graças pelos incontáveis frutos de santidade, pela dedicação dos pastores, pela generosidade dos consagrados e pelo testemunho fiel do santo povo de Deus”, escreve D. Américo Aguiar, na mensagem enviada esta quarta-feira, dia 25 de fevereiro, à Agência ECCLESIA.

Ao arcebispo de São Salvador, cardeal D. Sérgio da Rocha, o cardeal português assinala que a celebração dos 475 anos da criação da Diocese de São Salvador da Bahia, no Brasil, se reveste de “particular significado também para a Igreja que está em Setúbal”, que serve como bispo, porque o seu primeiro bispo, D. Pedro Fernandes Sardinha, “era natural da cidade de Setúbal”.

“À luz desta história partilhada, contemplamos a beleza da Igreja que é missionária por natureza, enviada além-mar para anunciar o Evangelho. A nomeação de D. Pedro Sardinha continua a ser, para nós, sinal de envio e responsabilidade evangelizadora: de Setúbal para o mundo, ao serviço de Cristo e da sua Igreja”, refere D. Américo Aguiar.

A Arquidiocese de Salvador, a primeira diocese do Brasil, foi criada a 25 de fevereiro de 1551, pelo Papa Júlio III, e está a celebrar um Ano Jubilar pelos seus 475 anos, e os 350 anos da sua elevação à Arquidiocese Primacial do Brasil (1676).

“Uno-me espiritualmente às celebrações jubilares, confiando todos os seus frutos à proteção materna de Nossa Senhora. De modo particular, invoco a intercessão de Nossa Senhora de Fátima, tão querida ao povo português e profundamente amada também no Brasil”, acrescenta o cardeal português.

O bispo de Setúbal, na mensagem de “memória agradecida”, afirma que “ganha ainda especial relevo” outro laço espiritual que une profundamente as duas Igrejas lusófonas, porque “a devoção ao Senhor do Bonfim”, em São Salvador da Bahia, “também tem raízes em Setúbal”, de onde partiu e encontrou “no coração do povo baiano uma extraordinária expressão de fé, de esperança e de confiança no Senhor Crucificado”.

“Esta devoção, hoje tão identitária da Arquidiocese de São Salvador, permanece sinal eloquente de comunhão entre as nossas terras irmãs”, salienta o cardeal D. Américo Aguiar, que visitou esta diocese brasileira em agosto de 2025.

O bispo sadino presidiu à Missa de encerramento das celebrações jubilares dos 280 anos da chegada da imagem do Senhor Bom Jesus do Bonfim à Bahia, nos dia 11 de agosto de 2025, e que foi concelebrada pelo arcebispo de São Salvador, cardeal D. Sérgio da Rocha, pelo reitor da Basílica, cónego Edson Menezes, e por outros sacerdotes da arquidiocese, com a presença dos membros da Irmandade da Devoção do Senhor do Bonfim entre a comunidade crente.

O culto ao Senhor do Bonfim foi levado para o Brasil por Theodósio Rodrigues de Faria, capitão da Marinha Portuguesa, no século XVIII, quando prometeu, durante uma tempestade, que levaria para Salvador, a primeira capital do brasil e uma imagem do Senhor do Bonfim e da Nossa Senhora da Guia para o Brasil.

CB/PR

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