«Como é bom escutar repetidamente a saudação de Jesus Ressuscitado: A Paz esteja convosco» – D. Nuno Almeida

Bragança, 05 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo de Bragança-Miranda afirmou que “a Páscoa é um grito de paz e proclamação da vida”, ao lembrar a humanidade envolvida “em guerras intermináveis”, e destacou a “presença interpelante de Jesus”, na homilia da vigília pascal, na Catedral.
“Recordar e reviver os seus gestos e as suas palavras, significa confessar a fé na Ressurreição, na certeza de que Jesus de Nazaré, no modo como viveu, como morreu e como voltou à vida, possui, particularmente para as circunstâncias de hoje, um valor e um significado decisivos para a vida individual, familiar e coletiva”, disse D. Nuno Almeida, este sábado, na homilia enviada à Agência ECCLESIA.
O bispo diocesano explicou que celebrar a Páscoa do Senhor “é ter consciência da presença interpelante de Jesus”, no conterrâneo, contemporâneo e companheiro de viagem, e assinalou que “é bom escutar repetidamente” a saudação de Jesus Ressuscitado ‘a Paz esteja convosco’.
D. Nuno Almeida lembrou que o Papa Leão XIV tem “reforçado pedidos de paz”, especialmente para o Médio Oriente, para a Ucrânia, “e para as vítimas de todas as guerras”, associando a ressurreição à esperança de um mundo “desarmado e desarmante”.
“Nas circunstâncias atuais, com a humanidade envolvida em guerras intermináveis, em que todos os dias somos surpreendidos com novas e sofisticadas armas e com a imposição da lei do mais forte, a Páscoa é um grito de paz e proclamação da vida”.
Na homilia da Vigília Pascal, intitulada ‘Haja Páscoa e haja Paz!’, o bispo de Bragança-Miranda assinalou que a ressurreição de Jesus “é o centro da fé, é fonte de vida, origem da graça sacramental”, e vitória sobre o mal e sobre o pecado.
“Páscoa é passagem da morte à vida, do pecado à graça, do egoísmo ao amor, da tibieza ao fervor, da passividade à ação, do orgulho à humildade, da discórdia à união, das trevas à luz, da mentira à verdade, do homem velho ao homem novo, da ganância à generosidade”, desenvolveu.
“Jesus morto e ressuscitado torna-se, assim, “ressuscitador” da nossa vida de cada dia (nosso modo de pensar, de sentir e agir) e ressuscitador das nossas famílias e das nossas comunidades, da nossa diocese e deste mundo que tanto anseia pela vida nova da Páscoa. Estamos, como nunca, sedentos da Paz do Crucificado Ressuscitado.”

Nesta vigília pascal, catedral da diocese transmontana, em Bragança, foi batizado um jovem guineense que fez o catecumenato na Paróquia de São João Baptista.
“Esta Noite é uma fulguração de Luz e Lume novo. Desde as brasas acesas, ao Círio Pascal aceso, ao nosso coração aceso como o dos discípulos de Emaús. É também por isso que o Batismo começou por ser chamado «Iluminação», sendo a Vigília Pascal também a grande Noite Batismal. E cada batizado levará para sempre a arder dentro de si o Lume do amor de Deus#, explicou D. Nuno Almeida, na homilia.
A Diocese de Bragança-Miranda, através do seu Secretariado Diocesano das Comunicações, informa que na celebração estiveram presentes o seu bispo-emérito, D. António Montes Moreira, e vários sacerdotes e diáconos, com animação litúrgica do Coro Nossa Senhora Rainha.
A Igreja Católica celebrou nas últimas horas de sábado e nas primeiras deste Domingo de Páscoa o principal e mais antigo momento do ano litúrgico, a Vigília Pascal, assinalando a ressurreição de Jesus, elemento central da fé cristã.
Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Batismo, por fim, a liturgia Eucarística.
CB
Vigília Pascal: Noite mais importante do calendário católico celebra Ressurreição de Jesus
