ACAREG/Braga: Barragem da Queimadela em Fafe recebe escuteiros para atividades náuticas, que ali vivem «verdadeira essência» do movimento

«Somos totalmente retirados da nossa bolha», afirmou Diogo Lima, de 20 anos, destacando o contacto com a natureza

Foto: Agência ECCLESIA/LJ

Fafe, 07 ago 2026 (Ecclesia) – A barragem da Queimadela, em Fafe, recebe até hoje os participantes do Acampamento Regional de Braga 2026 (ACAREG) dos escuteiros católicos, com o desafio a praticarem atividades náuticas e a colocarem-se à prova.

“Conseguimos fazer canoagem, tivemos nos insufláveis, fizemos stand up paddle”, explicou Raquel Costa, de 20 anos, esta terça-feira à Agência ECCLESIA, que integra a iniciativa 10 anos depois da última edição, que viveu como exploradora (secção dos 10 aos 14 anos).

“Eu adorei, foi espetacular. O imaginário era espetacular e quis reviver outra vez um bocadinho esses momentos”, testemunhou.

Do Agrupamento 312 Louro, do núcleo de Vila Nova de Famalicão, Raquel Costa enquadra-se na secção dos caminheiros (18 aos 22 anos), que foi a primeira a pisar a Barragem da Queimadela.

“Eles foram as nossas cobaias. Receber os adultos no primeiro dia é bom, porque isso permite-nos ver as seguranças e todas essas indicações necessárias para que a atividade decorra com sucesso”, esclareceu Ana Cadilhe, chefe do campo náutico.

Ao longo do dia, os cerca de 600 caminheiros dividiram-se em dois grupos de 300, distribuídos em atividades em terra (jogos de cartas, jenga) e na água.

Pela primeira vez no ACAREG, Diogo Lima, de 20 anos, veio até Guimarães depois de já ter feito parte de um Acampamento Nacional de Escuteiros, assumindo a vontade que tinha de “pegar na mochila” e partir.

“Este tipo de contexto é extremamente positivo porque nós acabamos de sair da nossa zona de conforto, do nosso dia-a-dia, da nossa casa, e aqui estamos no campo, onde não sabemos o que é que vamos fazer a seguir”, disse o jovem do Agrupamento 349 Mouquim, do núcleo de Vila Nova de Famalicão.

“A realidade é que estamos aqui, somos totalmente retirados da nossa bolha e vivemos a natureza e a verdadeira essência do próprio escutismo”, acrescentou.

Filho de escuteiros, Diogo Lima admite que nestas experiências acaba por deixar de lado o telemóvel, estar à roda e falar: “As tecnologias acabam por ficar um bocadinho desligadas”.

Prestes a entrar nas jangadas na Barragem da Queimadela, Francisco Silva, de 21 anos, afirmou à Agência ECCLESIA que estes acampamentos são uma “oportunidade incrível”, referindo que por razões profissionais muitas vezes não tem a possibilidade de aproveitar estas vivências.

O jovem destaca o facto de contactar com outros escuteiros da região de Braga, de várias realidades.

Foto: Agência ECCLESIA/LJ; João Sampaio

Entre os cerca de 600 caminheiros presentes no encontro está também João Sampaio, de 20 anos, que salienta este como um momento importante por ter a oportunidade de conviver com elementos de outros agrupamentos.

“E isso cria conexões, cria novas amizades, cria até novas atividades possíveis para se fazer no futuro. E eu acho que é sobre isso que estamos aqui, é mesmo para conhecer pessoas novas e aprender cada vez mais com elas”, disse.

Para o jovem, ser escuteiro “é acima de tudo estar disposto a ajudar o próximo”.

Diogo Lima indica que o escutismo agrega muito à sua vida, sobretudo à parte profissional, tendo descoberto no movimento a sua vocação pelo jornalismo e entretenimento.

“Foi aqui que eu descobri a minha essência, o que eu queria fazer da minha vida”, referiu.

Cerca de cinco mil e 100 escuteiros, de 156 agrupamentos, de cinco regiões de Portugal – Braga, Porto, Lisboa, Santarém e Algarve – e de Zurique, na Suíça, participam até sábado no ACAREG 2026, no Penha, o centro do movimento juvenil em Guimarães, sob o lema ‘Dar comVida’.

LJ/OC

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