Braga: Arcebispo destacou que Jesus Cristo ressuscitado «é a resposta a todos os anseios da condição humana»

D. José Cordeiro explicou que a fé cristã «não é para pessoas que preferem parar e ficar estagnadas na vida»

Foto: Francisco Assis/Diário do Minho (arquivo 2025)

Braga, 05 abr 2026 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga afirmou que para serem testemunhas do Ressuscitado têm de “dar tudo, tal como Ele se dá todo a cada um”, este sábado, na Vigília Pascal na Noite Santa, na Sé.

“Acreditar na Ressurreição de Cristo é acreditar que a vida é vida quando nos damos uns aos outros, imitando o Mestre. Acreditar na ressurreição é ir pelo mundo, anunciando Cristo vivo, procurando que nele haja mais justiça, mais paz, mais harmonia com a criação, mais fraternidade, mais solidariedade, rumo a uma nova terra e a novos céus”, disse D. José Cordeiro, na homilia da Vigília Pascal publicada na página da arquidiocese na internet.

Na homilia, intitulada ‘Testemunhas da Páscoa’, o arcebispo de Braga explicou que “não há testemunhas da Ressurreição”, mas existem “testemunhas do Ressuscitado”, por isso, só podem “acreditar pela fé e pelo testemunho que foi sendo passado de geração em geração”.

“Nós acreditamos e proclamamos que Jesus Ressuscitou porque os primeiros apóstolos e discípulos viram o Senhor ressuscitado e relataram esses acontecimentos uns aos outros, primeiro oralmente e depois por escrito, naquilo que chamamos de Novo Testamento”, assinalou.

Neste contexto, D. José Cordeiro perguntou qual o sentido de “continuar a anunciar a ressurreição”, passados mais de dois mil anos, e porque é que hoje “Cristo continua a tocar corações”, como o coração das oitos pessoas que foram batizadas nesta Vigília Pascal, e se “tornaram seus discípulos”.

“É assim porque o Cristianismo não é um conjunto de regras que cumprimos para nos dizermos cristãos. Antes de tudo e acima de tudo, o Cristianismo é um encontro pessoal e vital de Cristo com cada ser humano. E nos dias de hoje há pessoas que se deixam tocar por Cristo, e a partir desse momento se tornam missionários de Cristo, não descansando enquanto não partilharem com os outros o tesouro que encontraram”, desenvolveu.

Segundo o arcebispo de Braga, Jesus Cristo ressuscitado “é a resposta a todos os anseios da condição humana”, no coração “está inscrita uma sede que só Deus pode saciar”.

A partir da leitura do Evangelho, D. José Cordeiro lembrou que a Galileia “é o lugar do primeiro encontro com Cristo”, e salientou que “Deus está sempre à frente no caminho, para ensinar o caminho da Páscoa, o caminho da vida”.

“Páscoa é passagem, por isso ser discípulo de Cristo é ser alguém a caminho. A fé cristã não é para pessoas que preferem parar e ficar estagnadas na vida, não é para pessoas que preferem as meias medidas. Para sermos testemunhas do Ressuscitado temos de dar tudo, tal como Ele se dá todo a cada um de nós.”

A Igreja Católica celebrou nas últimas horas de sábado e nas primeiras deste Domingo de Páscoa o principal e mais antigo momento do ano litúrgico, a Vigília Pascal, assinalando a ressurreição de Jesus, elemento central da fé cristã.

Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Batismo, por fim, a liturgia Eucarística.

CB

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