Padre Sérgio Mendes sublinha impacto das celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Lisboa, 10 jun 2026 (Ecclesia) – O padre Sérgio Mendes, que acompanha a comunidade portuguesa no Luxemburgo, elogiou a inclusão do país nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
“A comunidade sentiu Portugal um pouco mais perto”, declarou o sacerdote, há mais de uma década ao serviço dos emigrantes no Luxemburgo, em entrevista ao Programa ECCLESIA, emitido na RTP2.
António José Seguro visitou o grão-ducado entre sexta-feira e domingo, num programa de celebrações que contou com a presença do primeiro-ministro português, Luís Montenegro.
O programa institucional integrou encontros com alunos lusodescendentes e uma cerimónia oficial para celebrar a presença portuguesa no país.
“Eu posso dizer que me sinto orgulhoso e sou um padre ao serviço da comunidade portuguesa, uma comunidade participativa e numerosa”, registou o padre Sérgio Mendes.
O sacerdote sublinhou que os emigrantes portugueses conquistaram um espaço de relevo no país de acolhimento, assumindo um papel ativo e alcançando inclusivamente altos cargos políticos.
“Não gosto muito da palavra integração, prefiro a palavra participação, até porque nós também participamos aqui numa tradição religiosa luxemburguesa”, explicou.
A ligação espiritual às origens mantém-se viva através da devoção a Nossa Senhora de Fátima.
“Fátima, estando longe, aproximou os corações e por isso é que, através também da fé em Nossa Senhora, procuramos participar e tornar-nos integrativos dentro desta sociedade e desta Igreja no Luxemburgo”, assinalou o padre Sérgio Mendes.
Segundo o entrevistado, a nova vaga de emigração apresenta um perfil distinto da comunidade tradicional, revelando uma maior preparação académica e o domínio fluente de idiomas como o inglês.
O padre Sérgio Mendes registou que estes jovens tendem a frequentar as paróquias anglófonas devido ao ambiente profissional, distanciando-se do convívio lusófono regular.
“São portugueses que vêm trabalhar, mas vão mais vezes a Portugal durante o ano e o estranho é que eles mantêm o número de telefone de Portugal”, disse.

Na cerimónia militar comemorativa do 10 de junho, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira (Açores), António José Seguro referiu esta manhã que “a diáspora não é um complemento de Portugal”, mas uma das suas “maiores riquezas”.
“Comunidades unidas por uma língua, por referências comuns, por uma herança afetiva e cultural que o tempo transformou, mas nunca, mas nunca destruiu. A todos eles, onde quer que estejam, digo hoje, Portugal pensa em vós. Portugal precisa de vós. E Portugal estará sempre de braços abertos a receber-vos, se e quando assim o decidirem”, assinalou o presidente da República.
O chefe de Estado alertou ainda para o “vírus da polarização”, apelando a um “compromisso com a tolerância para quem pensa de forma diferente, para quem tem origens distintas, religiões e credos distintos, por forma a que Portugal seja para todos um chão comum”.
OC
