D. António Moiteiro mobilizou diocese para a «comunhão» e a urgência do «anúncio do Evangelho» no mundo atual

Aveiro, 27 out 2026 (Ecclesia) – O bispo de Aveiro presidiu à primeira sessão da Assembleia Diocesana Sinodal rumo à implementação das Comunidades Pastorais na diocese, e destacou a comunhão, discernimento no Espírito, e o anúncio do Evangelho, este sábado, 24 de outubro, no seminário.
“A implementação das comunidades pastorais requer tempo e paciência. Este é o tempo oportuno. Não há que ter medo; seguir Jesus, confiar e ousar. É um caminho, é um processo resultante do discernimento segundo o Espírito de Deus, mas que será alcançado no ritmo próprio de cada comunidade, de cada paróquia, de cada equipa pastoral”, disse D. António Moiteiro, na abertura da primeira sessão da Assembleia Diocesana Sinodal.
Na intervenção enviada à Agência ECCLESIA, o bispo de Aveiro acrescentou, ainda no segundo ponto sobre o ‘discernimento no Espírito’, que nem todos caminham com o mesmo ritmo, “mas todos caminham para o mesmo objetivo, que é anunciar a Boa Nova de Jesus nos tempos que vivemos”.
A primeira Assembleia Diocesana Sinodal de Aveiro, convocada por D. António Moiteiro, com o objetivo de debater, aprofundar e aprovar as orientações para a criação e implementação das Comunidades Pastorais reuniu 237 pessoas dos nove arciprestados, de 260 membros inscritos, este sábado, 24 de outubro, no Seminário de Santa Joana Princesa.
Aos participantes, o bispo de Aveiro indicou três chaves a partir de três passagens bíblicas: a comunhão, “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles” (Mt 18, 20); o discernimento no Espírito, “O Espírito Santo e nós próprios resolvemos” (At 15, 28); o anúncio do Evangelho, “Ide e fazei discípulos” (Mt 28, 19).
“Fazer comunhão com Cristo ajuda-nos a ver os sinais da presença de Deus no mundo, e a manifestá-los a todos os que encontrarmos. Para que a comunhão não seja algo abstrato é necessário que se estimule a comunicação, a relação interpessoal e de grupo, o trabalho em equipa, a colaboração”, explicou, pedindo que se evite “tudo aquilo que leve à dispersão, ao isolamento, à divisão”, porque a “vivência da comunhão faz crescer o povo de Deus”,
Sobre o anúncio do Evangelho, D. António Moiteiro lembra que Jesus se manifesta “na Galileia aos seus discípulos e envia-os a construir o Reino”, e essa é a missão que os congrega na Assembleia Diocesana Sinodal, serem “fiéis ao mandato missionário de Jesus e anunciar o Evangelho em todas as paróquias e estruturas”.
“As mudanças culturais e antropológicas ocorridas nas últimas décadas tornam urgente voltar a anunciar o Evangelho. Num tempo que é novo, marcado por uma cultura diferente, plural, multifacetado e pluricultural, só mudando e adequando os modelos organizativos e os processos de ação pastoral, podemos transmitir o que não muda.”
O padre Francisco Melo, relator-geral, apresentou a estrutura do documento que tem cinco capítulos: 1.º define o objetivo e o rosto do caminho; 2.º o percurso sinodal feito nas paróquias, arciprestados e estruturas diocesanas; 3.º os fundamentos teológicos e os critérios de ação pastoral, para que as Comunidades Pastorais não se reduzam a uma reorganização administrativa; 4.º processo de implementação: os órgãos de participação e corresponsabilidade; 5.º agrupamento das paróquias de cada arciprestado em Comunidades Pastorais.
Segundo a Diocese de Aveiro, os leigos “foram quase três quartos” desta primeira Assembleia Diocesana Sinodal, dos 237 participantes – 175 leigos, 50 padres, 8 diáconos e 4 consagradas, e os membros da Mesa e do Secretariado -, e na especialidade foram aprovados os capítulos 1, 2 e 3.
A segunda sessão da assembleia vai reunir a 7 de novembro, também no Seminário de Aveiro, e da agenda destaca-se “a discussão e a votação” das propostas aos capítulos 4.º e 5.º, enquanto a terceira sessão realiza-se a 22 do próximo mês, das 15h00 às 17h00, na catedral.
Na última sessão da Assembleia Diocesana Sinodal de Aveiro, D. António Moiteiro vai promulgar o documento final que orientará a criação e a implementação das Comunidades Pastorais na Diocese, neste ano pastoral 2026/2027.
CB/OC





