Sacerdote Jesuíta vai falar de «santos pelo coração» em colóquio nacional, no Santuário de Fátima

Lisboa, 18 out 2019 (Ecclesia) – O padre Manuel Morujão afirma que “ninguém vive 175 anos”, destacando a longevidade do Apostolado da Oração (AO) e a adaptação “à vida real” do movimento confiado à Companhia de Jesus (Jesuítas).

“Devemos adaptar-nos à vida real, como quando as coisas são fáceis ou difíceis. Por exemplo, o Apostolado da Oração teve uma grande missão quando as estruturas da Igreja tremeram com a revolução de 1910, em que foi perseguida a Igreja”, contextualizou o sacerdote que é superior da Comunidade da Faculdade de Filosofia e do Apostolado da Oração, em Braga.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o padre Manuel Morujão explica que os centros dos Apostolados de Oração, em cada paróquia, “dinamizam a vida cristã” e “são uma ajuda”, sempre em colaboração com os párocos, “desde a catequese à visita aos doentes”.

Ao longo dos anos, o sacerdote Jesuíta tem acompanhado e visitado vários grupos do AO e revela que tem-lhe “tocado muito” as pessoas centrarem-se na imagem do Coração de Jesus mas “não é apenas uma imagem exterior” e considera que as festas que se promovem “são muito significativas” em levar “a figura de Jesus para o centro dos corações, para a vida das paroquiais”.

“Muitas vezes são esses momentos que comovem também o nosso coração, há uma onda de amor que se cria”, salientou.

O Apostolado da Oração nasceu em 1844, passado 20 anos chegou a Portugal (1864), e o padre Manuel Morujão destaca que “é um legado histórico”: “Os movimentos ultrapassam-nos, graças a Deus.”

Atualmente, o serviço pontifício confiado à Companhia de Jesus é conhecido como Rede Mundial da Oração do Papa (RMOP).

Este sábado e domingo, dias 19 e 20 de outubro, os 175 anos do AO vão ser assinalados num colóquio, sobre a espiritualidade do Coração de Jesus, e numa peregrinação nacional ao Santuário de Fátima.

O padre Manuel Morujão vai apresentar o tema ‘Santos pelo coração’, nas iniciativas organizadas pela Conferência Episcopal Portuguesa, a Rede Mundial de Oração do Papa – Portugal e o Santuário de Fátima.

“Todos temos de ser santos pelo coração porque não somos só inteligência, somos também afetos; Chega-se à santidade deixando que Deus nos ame e amando ao estilo de Deus”, observou, na entrevista que é transmitida hoje no programa ‘Ecclesia’, na Antena 1 da rádio pública, pelas 22h45.

O sacerdote Jesuíta salienta que “as cabeças que estão desligadas do coração são cabeças de perdição” e no colóquio vai falar de santos da história da Igreja, que “ajudam a ser mais homens e mais mulheres, seres amorosos e amados.

As comemorações dos 175 anos do AO iniciaram-se em outubro de 2018, com um conjunto de Encontros de Formação para Responsáveis do Apostolado da Oração e de Retiros em Silêncio, centrados na espiritualidade do Coração de Jesus, e foram recebidos pelo Papa Francisco, a 28 de junho, no Vaticano.

SN/CB

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