Angra: Santuário do Senhor Santo Cristo destina coletas para os desalojados na Venezuela

Reitor cónego Manuel Carlos Alves afirmou que «gota de água» expressa «amizade e cuidado»

Foto: Lusa/EPA

Angra do Heroísmo, Açores, 29 jun 2026 (Ecclesia) – O reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada (Açores), na Diocese de Angra, anunciou que as coletas deste domingo, 28 de junho, são destinadas aos desalojados e restantes vítimas dos sismos na Venezuela.

“Será uma gota de água, mas revelará a nossa solidariedade, o nosso afeto e a nossa amizade para com aqueles que atravessam momentos de grande sofrimento”, disse o cónego Manuel Carlos Alves, este domingo, citado pelo portal online ‘Igreja Açores’ da Diocese de Angra.

O reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, na ilha de São Miguel, apelou aos fiéis que contribuam de acordo com as suas possibilidades, reconhecendo que cada contributo possa parecer pequeno, mas a generosidade de muitos poderá fazer a diferença na vida de quem perdeu bens, casa ou familiares.

Os dois grandes sismos registados na Venezuela causaram pelo menos 1430 mortos e 3328 feridos; segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas, e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

Nas Missas deste domingo, o Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres voltou a ter como intenção especial a oração e solidariedade com todas as vítimas dos dois sismos que atingiram a Venezuela, país sul-americano onde existe uma grande comunidade portuguesa e luso-descendentes com origem na Madeira.

“Que o Senhor tenha compaixão dos que faleceram e fortaleça todos os que sofrem, servindo-se também de cada um de nós para levar esperança e auxílio”, foi a intenção lida na Eucaristia, no Convento da Esperança.

Na Sé de Angra, na Ilha Terceira, a Missa da Coroação encerrou as Sanjoaninas – festas dedicadas a São João -, e reuniu cerca de 30 impérios de toda, numa celebração marcada pelo apelo à solidariedade, à fraternidade, e ao compromisso cristão.

“Estou a ver vários impérios onde a partilha e a fraternidade se dizem de muitas maneiras. E neste momento, penso nos irmãos da Venezuela…”, referiu o pároco da Sé.

“Nos impérios sobra sempre depois da festa. Porque não partilhar com estes amigos que estão a passar dificuldades? Porque não fazer um gesto a partir das festas do Espírito Santo, dos Impérios e das Sanjoaninas um sinal de fraternidade, de irmandade?”, desenvolveu o cónego Hélder Miranda Alexandre, citado pela página de notícias da Diocese de Angra.

Segundo o pároco da Sé, “essa é a verdadeira hospitalidade cristã”, que deixa de fora “as distâncias, as maledicências, os ciúmes e as dificuldades”.

Em Portugal, a Cáritas, várias dioceses e a Fundação AIS estão a angariar donativos de emergência e dinamizar campanhas solidárias para apoiar a população e a Igreja Católica na Venezuela.

CB/OC

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