Venezuela: Cáritas da América Latina promete apoio à na recuperação após os sismos

Rede católica ativou «Plano 24×24» para garantir entrega contínua de ajuda humanitária nas zonas afetadas

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 29 jun 2026 (Ecclesia) – A rede Cáritas na América Latina prometeu hoje manter o apoio humanitário à Venezuela, na sequência dos sismos de quarta-feira que provocaram pelo menos 1450 mortos e 3150 feridos.

“Que o Senhor vos dê fortaleza para suportar o sofrimento tão grande por todos os que faleceram, por todos os feridos, por tudo o que foi destruído”, refere a mensagem de solidariedade enviada pelo presidente da Cáritas Latino-Americana, D. Gustavo Rodríguez Vega, no encerramento do Fórum de Cooperação Fraterna.

O responsável católico assinalou que as organizações da região estão unidas em oração pelas vítimas, expressando a vontade de “seguir em frente com a cooperação” em tudo o que o país necessitar.

No terreno, a Cáritas Venezuela assumiu a missão de permanecer ao lado dos mais vulneráveis, ativando um plano de emergência para canalizar o “volume extraordinário” de doações com ordem e transparência.

A resposta logística, denominada ‘Plano 24×24’, dedica um dia completo à entrega de alimentos, água, medicamentos e kits de higiene, alternando com 24 horas de receção e triagem no centro de recolha.

A organização católica local agradeceu a resposta “imediata, generosa e comovente” de milhares de voluntários e de aliados internacionais, sublinhando que a emergência exigirá um esforço prolongado de restauração.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela a 24 de junho, com menos de um minuto de intervalo e epicentro a 200 quilómetros de Caracas, registando-se já dezenas de réplicas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que os tremores de terra, que provocaram o colapso de dezenas de edifícios na capital e na região de La Guaira, tenham deixado mais de 50 mil pessoas desaparecidas.

A região costeira, que acolhe uma grande concentração de emigrantes portugueses, foi uma das mais atingidas pela catástrofe natural.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal confirmou a morte de 53 cidadãos nacionais ou lusodescendentes, incluindo oito crianças, registando ainda 89 incontactáveis (52 homens e 37 mulheres).

OC

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