Comissão explica que «não há sobreposição, contradição ou incompatibilidade» entre a caminhada diocesana e a proposta do Vaticano

Angra do Heroísmo, Açores, 05 nov 2021 (Ecclesia) – A Comissão Coordenadora da Caminhada Sinodal (CCCS) na Diocese de Angra pediu “oração, escuta e discernimento”, no terceiro ano deste percurso diocesano e início do sínodo dos bispos 2021/2023.

“Não há sobreposição, contradição ou incompatibilidade entre as duas propostas ou linhas, uma vez que promovem a mesma atitude, estilo, estruturas e acontecimentos eclesiais, embora com acentuações e diferentes nuances”, explica o coordenador da comissão, o cónego Hélder Fonseca Mendes, numa nota divulgada pelo portal ‘Igreja Açores’.

A Diocese de Angra para além do sínodo universal, que a Igreja Católica está a viver desde outubro, até ao mesmo mês em 2023, está a realizar uma “caminhada sinodal” diocesana, há dois anos.

Neste ano pastoral 2021/2022 centra a sua atenção nas comunidades eclesiais, interrogando-se sobre o perfil do presbítero” e sobre os desafios que se colocam à Igreja “para a missão e para uma melhor evangelização”.

A Comissão Coordenadora da Caminhada Sinodal destaca que muito trabalho realizado “na escuta sobre a cultura atual, a situação social e económica, a situação religiosa e eclesial nos Açores (1.º ano)”, e sobre uma Igreja evangelizadora, comunitária e participativa “em todos os membros e numa igreja em permanente diálogo com o mundo (2º ano)”, são já uma resposta ao documento preparatório para o Sínodo dos Bispos em 2023, ao qual vão acrescentar “os resultados deste ano”.

Neste contexto, a CCCS define como “prioridade” continuar “os dois temas do 3º ano” e responder às questões que “são lançadas a nível da Igreja universal”.

A Diocese de Angra vive o 3.º ano da sua caminhada sinodal, sobre uma Igreja missionária e uma Igreja integradora, com os pobres e para os pobres que escuta o grito dos que sofrem, com a principal pergunta para a consulta na Igreja universal: Como é que este caminho em conjunto está a acontecer hoje na nossa igreja local? Que passos é que o Espírito nos convida a dar para crescermos no nosso caminhar juntos?”

Sobre a metodologia de trabalho e a sua calendarização, informa que a fase de auscultação das paróquias deve estar concluída até 30 de maio de 2022, depois começa o trabalho nas ouvidorias, até 30 de junho, e podem terminar a consulta com “uma assembleia pré-sinodal a nível de ilha ou ouvidoria”, com todos os participantes envolvidos no processo para conhecerem o trabalho realizado.

A Comissão Diocesana deve ter concluído o documento que vai enviar para a Conferência Episcopal Portuguesa, até 15 de julho, e apela à mobilização de toda a diocese: Conselhos Pastorais Paroquiais, ouvidorias, congregações religiosas, movimentos, associações de fiéis, novas comunidades eclesiais, seminário, Instituto Católico de Cultura e santuários.

A CCCS que congrega presbíteros, religiosos e leigos de várias ilhas do Arquipélago dos Açores, reuniu de forma presencial, esta terça-feira, em Angra, e assinala que se mantém em funções apesar da “situação peculiar” da sede vacante, após a nomeação do seu bispo, D. João Lavrador, para a Diocese de Viana do Castelo, informa o sítio online ‘’Igreja Açores’.

CB

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