Angra: Bispo afirmou que a «bola de ouro» da santidade se destina «a todos os que viveram o Evangelho»

«Santidade é um caminho que todos somos chamados a percorrer, desde o Batismo, uma vocação no mundo» – D. Armando Esteves Domingues

Foto: Igreja Açores

Angra do Heroísmo, Açores, 02 nov 2026 (Ecclesia) – O bispo de Angra apresentou as Bem-aventuranças como o caminho concreto da santidade, na homilia da Solenidade de Todos os Santos, e convidou a redescobrirem a santidade como uma vocação acessível a todos, que começa no Batismo, na Sé.

“A santidade não é o isolamento nem a perfeição impecável, mas a ousadia de ultrapassar todas as barreiras para servir o amor”, disse D. Armando Esteves Domingues, na Missa que presidiu na Sé, citado pelo portal online ‘Igreja Açores’.

“A bola de ouro, deixai usar uma linguagem que todos perceberão,  não se destina a uma elite de grandes vencedores, mas a todos os que viveram o evangelho, que vestiram a veste branqueada do cordeiro.”

A partir do Evangelho deste domingo, sobre as Bem-aventuranças, o bispo de Angra explicou que Jesus “promete que os mansos e humildes, os misericordiosos e construtores de paz poderão saborear nesta terra a doçura de Deus”, enquanto o mundo “parece medir o sucesso pela riqueza e a felicidade pelo poder”.

Segundo D. Armando Esteves Domingues, as Bem-aventuranças apresentadas no Sermão da Montanha revelam o próprio segredo da alegria de Jesus e o estilo de vida a que os cristãos são chamados, com “um coração pobre e desarmado”, reconhecendo-se como “mendigos amados”.

“Bem-aventurados os pobres é uma afirmação que pode parecer inconcebível à luz da gramática do mundo, mas que traduz precisamente o olhar novo de Deus. Um olhar que desperta uma nova forma de ser e de estar e que, consequentemente, se traduz numa nova maneira de agir”, desenvolveu.

O bispo de Angra explicou que existe agora “uma lei que já não tem uma marca negativa, mas positiva”, que convida à prática generosa do bem”.

Este domingo, 1 de novembro, a Igreja Católica celebrou a Solenidade litúrgica de Todos os Santos, feriado nacional em Portugal, na qual lembra conjuntamente “os eleitos que se encontram na glória de Deus”, tenham ou não sido canonizados oficialmente.

D. Armando Esteves Domingues lembrou a “mole de santos” que se encontram ao longo da vida, as pessoas próximas, familiares e homens e mulheres que viveram o Evangelho através de uma entrega quotidiana, sem protagonismo ou reconhecimento público.

Foto: Igreja Açores

“Pensamos em tantas mães, as nossas, que gastaram a vida por amor na família, no trabalho, nos campos; as vidas jovens ceifadas antes do tempo; a santidade é assim um caminho que todos somos chamados a percorrer, desde o Batismo, uma vocação no mundo”, explicou.

No final da homilia, o bispo de Angra perguntou o que diria Jesus sobre o verdadeiro significado de ser bem-aventurado, de ser feliz?, e respondeu em forma de uma oração e de uma interpelação, convidando cada pessoa a olhar para a maneira como Jesus se relaciona com os mais frágeis e a reproduzir os seus gestos, informa o sítio online ‘Igreja Açores’.

CB/OC

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