Bispo diocesano enviou orientações a sacerdotes e diáconos para a reabertura das celebrações com a presença de fiéis

Faro, 16 mai 2020 (Ecclesia) – O bispo do Algarve publicou um conjunto de normas e orientações para a “reabertura das igrejas algarvias ao culto público”.

D. Manuel Quintas adverte que a situação “ainda que «mais aliviada» no que diz respeito ao número diário de contaminados com a COVID-19, continua a exigir de todos empenho e participação responsável em combater o contágio” e que por isso, não se pode “condescender, nem facilitar, no que diz respeito ao rigoroso cumprimento das normas de higiene, distanciamento e outras formas de proteção, prescritas pelas autoridades de saúde e apresentadas pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP)”.

Pede o bispo diocesano “uma revisão dos horários das missas dominicais (sábados e domingos), adaptados às necessidades da Assembleia dominical, bem como às exigências indicadas para a abertura das igrejas ao culto público”, devendo escolher-se “igrejas com capacidade para acolher o maior número de fiéis”, indica, citado pelo jornal «Folha de Domingo».

O bispo do Algarve apela ainda à colocação de cartazes e panfletos “disponibilizados para a necessária e adequada informação e formação de toda a Assembleia dominical, sobre como proceder individual e comunitariamente para a participação nos atos de culto”.

D. Manuel Quintas pede a constituição de “equipas de acolhimento” com funções desde a “entrada, durante a celebração, à saída e após a mesma”.

“Abrir as portas, acolher quem chega, verificar o uso [obrigatório] da máscara e a reserva do lugar, distribuir gel desinfetante [para a obrigatória higienização das mãos à entrada], indicação dos lugares atribuídos, disponibilidade para apoiar quem precisar, coordenar a distribuição da comunhão” no que se refere ao “distanciamento recomendável, antes e depois de comungar”, “fazer respeitar as distâncias de segurança, apresentar os recipientes para as ofertas dos fiéis, caso não seja encontrada outra alternativa, observando os critérios de segurança recomendados”, são algumas das tarefas apontadas, pode ler-se.

É solicitado o “arejamento do ambiente, durante 30 minutos, como mínimo” e a “desinfeção cuidadosa dos ambientes e de todos os pontos de possível contato (sem esquecer os vasos sagrados, livros litúrgicos, objetos, bancos, puxadores e maçanetas das portas, instalações sanitárias), sendo que este serviço higienização pode ser realizado por outras equipas”.

“A comunhão continua a não se ministrar na boca e pelo cálice e eventuais concelebrantes e diáconos comungam do cálice por intinção”, devendo os ministros da comunhão usar máscara.

O bispo do Algarve recomenda “o adiamento” da celebração dos sacramentos do Batismo, Crisma, Primeira Comunhão e Matrimónio “para um tempo mais oportuno”, devendo os “interessados ser convocados para ponderar”.

Se a “administração dos referidos sacramentos se realizar, a mesma deverá, sujeitar-se aos critérios de segurança recomendados”, nomeadamente “fora do horário habitual da Missa dominical, seguindo as orientações litúrgicas, previstas nas Observações da CEP”.

Manuel Quintas afirma que os sacramentos de iniciação cristã dos adultos serão adiados para a celebração na Quaresma/Páscoa 2021.

A realização de funerais volta a ser possível com a presença da família “limitado ao número que o espaço possa permitir, segundo as observações para as demais celebrações”, podendo ainda se realizados “no cemitério, ao ar livre, tendo em conta as normas de segurança da Direção Geral de Saúde, aplicadas localmente pelas Câmaras Municipais”.

D. Manuel Quintas solicita ainda, para as visitas turísticas, o seguimento das “orientações das autoridades competentes”.

“É conveniente delimitar os espaços nas igrejas, quer para a oração individual, quer para as visitas turísticas, que impeçam de tocar em imagens ou objetos, sabendo que será necessário proceder à desinfeção dos espaços utilizados, as vezes consideradas necessárias”, explica.

O bispo do Algarve dá ainda conta do aumento do número de pedidos de ajuda que estão a ser dirigidos aos “serviços paroquiais e diocesanos de âmbito social, solicitando apoio, sobretudo, alimentar”.

“A reabertura das igrejas ao culto constitui, também, uma oportunidade para alertar toda a comunidade para esta resposta. A Cáritas diocesana está disponível para, se necessário, vos apoiar nesta resposta”, sublinha.

LS

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