Faro, 02 jun 2026 (Ecclesia) – A Diocese do Algarve informa que “duas igrejas únicas” na Paróquia de Tavira – a igreja da Misericórdia e a igreja de Santa Maria do Castelo, “duas joias maiores” da região, são candidatas às Novas 7 Maravilhas de Portugal.
“Estas duas candidaturas, integradas na categoria Religião, representam um caso raro e exemplar de cooperação patrimonial em Portugal. São fruto da parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Tavira e a Paróquia de Tavira, através da sua empresa paroquial Artgilão, numa estratégia conjunta que tem vindo a ganhar corpo há cerca de 10 anos”, explica um comunicado, enviado à Agência ECCLESIA, pelo Gabinete de Informação da Diocese do Algarve.
O diretor da Pastoral do Turismo da Diocese do Algarve, e pároco de Tavira, afirma que são iniciativas de parceria como esta que “conseguem mobilizar a população para valorizar verdadeiramente o seu património”.
“O facto de serem as únicas igrejas algarvias a concurso demonstra bem como o caminho das parcerias privadas pode ser decisivo para promover o património religioso para fora do âmbito estritamente cultual. É também uma forma muito concreta de a Igreja Católica falar a todos — crentes e não crentes — através da beleza, da história, da cultura e da identidade”, desenvolve o padre Miguel Lopes Neto.
A candidatura a igreja da Misericórdia de Tavira e da igreja de Santa Maria do Castelo, “duas joias maiores” da região, às Novas 7 Maravilhas de Portugal, “as únicas igrejas algarvias em concurso nesta edição”, apresenta ao país “uma afirmação de identidade, memória e futuro”, e Tavira é o rosto do património religioso “nesta corrida nacional”.
A igreja da Misericórdia de Tavira surge no concurso como um “monumento maior da arte e da consciência humanista” no Sul do país, foi fundada em 1541 pela Santa Casa, “a mais notável expressão da arquitetura renascentista”, com o portal escultórico, os retábulos barrocos, e os painéis de azulejos das 14 Obras de Misericórdia, de 1760.
“É uma peça maior da história artística, religiosa e social do Algarve. Não estamos apenas perante um monumento de excecional valor arquitetónico e iconográfico; estamos perante um espaço que traduz séculos de compromisso com a comunidade, com a fé e com a memória coletiva”, assinalou a responsável pelo património histórico Misericórdia de Tavira, Alexandra Rufino.
Já a igreja de Santa Maria do Castelo de Tavira “impõe-se como um verdadeiro palimpsesto da história portuguesa”, neste monumento convivem “a verticalidade gótica, a exuberância manuelina e as marcas neoclássicas” deixadas após o terramoto de 1755, a sua candidatura destaca que é “muito mais do que um edifício religioso”, cruzam-se “reconquista, memória nacional e identidade cultural profunda”.
Segundo o gestor do património histórico da Paróquia de Tavira, a igreja de Santa Maria do Castelo é um dos “grandes lugares da memória de Tavira e do país”, um património “absolutamente singular” pela sua densidade histórica, a sobreposição de estilos, “a ligação à narrativa nacional e a força simbólica que continua a ter”.
“Esta candidatura prova que, com visão e trabalho continuado, é possível transformar património religioso em património vivido, visitado, admirado e partilhado por todos”, acrescentou Miguel Falcão Pereira.
A Diocese do Algarve informa que a Meia-Final Regional se realiza em Olhão, no dia 27 de junho (sábado), às 15h00, e, segundo as Novas 7 Maravilhas de Portugal, os dois patrimónios mais votados em cada categoria vão à final regional, os apurados são conhecidos a 11 de julho.
CB




