D. Vitorino Soares destaca Comissão de Acolhimento que «continuará a contagiar muitos outros», e com «potencialidades» para alargar
Faro, 29 set 2026 (Ecclesia) – O novo bispo do Algarve escreveu uma nota episcopal “totalmente concentrada numa palavra de gratidão”, divulgada hoje, pelo acolhimento, confiança e, “sobretudo, pela oração”, para marcar o início deste ministério, a 19 de setembro, com a tomada de posse.
“Nesta gratidão, não vai um programa, mas um convite a fazermos um caminho e um caminho juntos. Talvez nem sempre saibamos qual devemos seguir. Talvez encontremos dificuldades e resistências entre nós. Mas podemos ter uma certeza: se colocarmos Jesus Cristo no centro, encontraremos o caminho certo”, escreve D. Vitorino Soares, na nota episcopal enviada esta terça-feira, 29 de setembro à Agência ECCLESIA.
O bispo do Algarve acrescenta que o “Senhor não pede” que sejam todos iguais, mas que sejam “uma Diocese, uma família, um povo que caminha unido na fé, na esperança e na caridade”.
“Não tenhamos medo de sair dos espaços habituais. E que o Espírito Santo nos ensine a ser uma Diocese cada vez mais unida, mais missionária e mais próxima das pessoas. Que seja o Senhor a edificar a sua Igreja entre nós”, desenvolve.
D. Vitorino Soares explica que quer “marcar o início do ministério nesta querida Diocese do Algarve”, com uma nota episcopal “totalmente concentrada numa palavra de gratidão”, pelo acolhimento, pela confiança “e, sobretudo, pela oração”.

O bispo do Algarve dirige-se “a todos”, os que estiveram presentes na Sé de Faro, no dia 19 de setembro, os que se envolveram “em tudo” neste processo, “e tantos que, à distância ou de modo discreto e até anónimo, também formaram um povo de Deus”, sem esquecer, que quem rezou por ele, sem o conhecer, “uma força espiritual incalculável”.
Neste sentido, D. Vitorino Soares destaca a Comissão de Acolhimento – constituída por sacerdotes, diáconos, religiosas e leigos – que preparou a sua entrada na Diocese do Algarve “com antecedência e competência”.
“Um pequeno grupo, apenas em número, não em empenho, não em generosidade, não em entusiasmo, que tenho de destacar, pelo seu sinal de Igreja, de comunhão, de serviço, como expressão carismática, eficaz e representativa da pluralidade do ser discípulo no Algarve”, desenvolve, acrescentando que esse núcleo “continuará a contagiar muitos outros e com potencialidades para alargar o círculo”.
D. Vitorino Soares termina a pedir à diocese que reze por si, o seu bispo, sobretudo para que tenha “coragem, sabedoria e prudência em tomar as decisões necessárias”, e também promete a sua oração.
A nota episcopal tem data desta terça-feira, 29 de setembro, dez dias depois da entrada solene, e dia dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, no calendário litúrgico da Igreja Católica.
O responsável foi nomeado bispo do Algarve pelo Papa Leão XIV, no dia 14 de julho, para suceder a D. Manuel Quintas, que assumiu as funções de administrador apostólico durante a fase de transição diocesana.
D. Vitorino Soares tem como lema episcopal a passagem bíblica do Salmo 126, recordando que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem”.
O território da Diocese de Algarve abrange atualmente todos os concelhos do distrito de Faro e serve uma comunidade de quase 500 mil residentes habituais, apresentando raízes cristãs documentadas desde o século III na antiga cidade romana de Ossónoba.
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