D. Armando Esteves Domingues partilhou as palavras «obrigado» e «perdão», no final da homilia

Ponta Delgada, Açores, 31 mar 2026 (Ecclesia) – O bispo de Angra presidiu à Missa de renovação das promessas dos padres da ilha de São Miguel, e pediu para não cederem à “rotina, à fadiga, às feridas, desilusões pastorais e pecados”, esta segunda-feira, em Ponta Delgada.
“Hoje não estamos a assinar um novo contrato; é deixar que Jesus nos volte a perguntar: ‘Ainda Me amas?’”, disse D. Armando Esteves Domingues, na igreja matriz de São Sebastião, citado pelo portal online ‘Igreja Açores’ da Diocese de Angra.
O bispo de Angra, na homilia da Missa de renovação das promessas sacerdotais dos padres da ilha de São Miguel, pediu que não se deixem vencer “pelas rotinas, pela fadiga, pelas feridas, pelas desilusões pastorais e pelos pecados”.
D. Armando Esteves Domingues salientou que a fidelidade sacerdotal não é rígida nem estática, mas “uma fidelidade viva”, nasce da memória do encontro com Cristo e renova-se num caminho de conversão, e o chamamento ‘Vem e segue-Me’ permanece atual.
O bispo diocesano destacou a importância da formação permanente, como forma de manter vivo o dom recebido, apontou a centralidade da Palavra de Deus, da Eucaristia, da proximidade aos pobres e da fraternidade entre os sacerdotes, essenciais para evitar “narcisismos e autorreferencialidades”.
“O altar e a periferia pertencem ao mesmo Evangelho” – D. Armando Esteves Domingues
Aos sacerdotes da ilha açoriana de São Miguel, o bispo de Angra alertou para uma pastoral “de sobrevivência”, o número de sacerdotes diminui e aumentam as responsabilidades, indicando que “a linhagem que o Senhor abençoa não é a dos solitários, mas a dos que permanecem juntos no serviço”.
“Nenhum de nós existe sozinho”, afirmou D. Armando Esteves Domingues, indicando que a fraternidade sacerdotal “não é um acessório, mas parte da identidade”, e incentivou à unidade e à valorização dos encontros de ouvidoria (conjunto de paróquias).
O responsável diocesano, no final da homilia, partilhou as palavras “obrigado”, pelo que os sacerdotes são e fazem, nas Eucaristias em pequenas comunidades, nas confissões até tarde, nas visitas a doentes e presos, na escuta paciente e nas incompreensões, e “perdão”, porque, como Igreja, nem sempre há o acompanhamento devido, informa o sítio online ‘Igreja Açores’.
O bispo de Angra antecipa a celebração da Missa de renovação das promessas sacerdotais, tradicional na manhã de Quinta-feira Santa, e descentralizada por razões geográficas e de mobilidade, para permitir que os padres estejam nas suas comunidades na Semana Santa.
Após o clero das ilhas de São Miguel e de Santa Maria, D. Armando Esteves Domingues preside hoje à Missa Crismal , com os presbíteros das outras ilhas açorianas, na Sé, em Angra do Heroísmo, onde vai celebrar o Tríduo Pascal, a partir desta quinta-feira com a celebração da Missa da Ceia do Senhor, às 20h00 locais (mais uma hora em Lisboa).
CB/OC
