Cardeal Mathieu encontra-se em Roma, por motivos de segurança

Roma, 31 mar 2026 (Vatican News) – O arcebispo de Teerão apelou ao fim da guerra no Golfo e da lógica de retaliação, esta segunda-feira, numa vigília de oração pela paz na cidade de Roma.
“Para a lógica da retaliação e da vingança, sugira com o seu Espírito soluções novas, gestos generosos e honrosos, espaços de diálogo e de espera paciente mais fecundos do que os prazos apressados da guerra”, rezou o cardeal Dominique Mathieu, forçado a abandonar a capital iraniana no dia 8 de março, devido à guerra no Médio Oriente.
O responsável católico do rito latino no Irão retomou as palavras proferidas pelo Papa João Paulo II em 1991, alertando para as consequências irreversíveis dos cenários bélicos.
“Nunca mais a guerra, aventura sem retorno; nunca mais a guerra, espiral de lutos e violências”, disse, numa intervenção citada pelo portal ‘Vatican News’.
A celebração na Basílica de Santa Cruz em Jerusalém foi presidida pelo cardeal vigário da Diocese de Roma, Baldassarre Reina, que expressou solidariedade para com as populações atingidas, em declarações aos jornalistas.
“Estamos próximos do povo iraniano e de todos aqueles que neste momento sofrem. Esta igreja conserva uma das relíquias mais importantes da cruz de Cristo. A história repete-se e há tantos inocentes crucificados. O Papa convida todos os cristãos a rezarem pela paz. É um momento dramático para toda a humanidade”, referiu.
Durante a meditação, o cardeal italiano refletiu sobre a crucificação de Jesus e a urgência de a humanidade recuperar a harmonia face à ameaça do rearmamento global.
“Aquele que veio trazer a paz encontra-se no meio, quase a contar-nos de um Deus que se mistura com a nossa história, com o nosso sofrimento. Na esperança de que alguém se aperceba Dele, para trazer a paz”, indicou D. Baldassarre Reina.
A iniciativa mensal de oração, promovida por diversas organizações católicas, lembrou igualmente os conflitos a decorrer no Sudão e na República Democrática do Congo.
Os celebrantes saudaram ainda a autorização israelita para as cerimónias da Semana Santa, ultrapassado o bloqueio policial ao patriarca latino de Jerusalém no acesso ao Santo Sepulcro, ocorrido no Domingo de Ramos.
OC
