«Nada se sabe das autoridades competentes sobre o sucedido», lamenta Conferência Episcopal

Foto: MIssionários da Consolata
Matola, Moçambique, 05 set 2026 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) encerrou uma assembleia plenária extraordinária exigindo explicações às autoridades judiciárias sobre o homicídio de D. Osório Citora Afonso, , ocorrido há três meses.
O bispo de Quelimane e administrador apostólico da Beira, de 54 anos, foi morto a tiro a 6 de junho, na Casa Episcopal de Quelimane.
A CEM lamenta que, apesar das diligências efetuadas, “nada se sabe das autoridades competentes sobre o sucedido”, classificando o crime que continua a fazer sofrer o povo como um “duro golpe no coração da Igreja Católica em Moçambique”.
Os bispos católicos moçambicanos reuniram-se na Matola entre 2 e 4 de setembro para refletirem sobre a “morte violenta e injustificada” do prelado, assassinado no interior da sua própria residência.
O comunicado final da assembleia elenca as interrogações que ensombram a nação e as comunidades cristãs, questionando abertamente “quem matou exatamente Dom Osório”, bem como “quem foram os autores morais e materiais” e “quais seriam as motivações do assassinato”.
O episcopado encoraja a que “o esforço empreendido de busca da verdade desde o início pelas autoridades judiciárias não pare”, transformando-se num caminho de purificação “capaz de ajudar a sarar esta ferida atroz”.
O documento, assinado pelo arcebispo de Nampula e presidente da CEM, D. Inácio Saure, recorda o encontro de 3 de julho no Vaticano, onde o Papa Leão XIV manifestou “a sua proximidade e interesse no esclarecimento das circunstâncias e causas da morte”.
A reunião extraordinária serviu igualmente para evocar o fim da “primeira geração de bispos do pós-independência”, prestando homenagem aos recém-falecidos D. Januário Machaze Nhangumbe e cardeal Júlio Duarte Langa pelo seu “importante contributo dado à consolidação da Igreja”.
OC
