Bruxelas, 04 set 2026 (Ecclesia) – A Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) vai promover um simpósio internacional em Bruxelas, nos dias 22 e 23 de setembro, para debater a requalificação e o uso futuro do património religioso.
“As igrejas podem ser entendidas como espaços que se estendem para além das categorias familiares de casa, trabalho e espaço público e que têm o potencial de criar novas formas de comunidade, participação e pertença”, sustenta o documento de apresentação do encontro.
O fórum institucional, de entrada livre ao público, pretende explorar especificamente o “potencial das igrejas e outros espaços sagrados numa sociedade em mudança, como lugares de encontro, intercâmbio e comunidade”.
A reflexão estrutural proposta pela entidade organizadora exige uma auscultação europeia abrangente “sobre o estatuto particular das igrejas como património cultural e sobre as implicações que este estatuto tem para a sua transformação e uso futuro”.
Os promotores propõem-se a “reunir diferentes perspetivas e interesses, ligar iniciativas existentes, refletir criticamente sobre os desafios e promover o diálogo através das fronteiras institucionais e disciplinares”.
O evento tem raízes estratégicas no laboratório do Novo Bauhaus Europeu focado na “renovação, transformação e revitalização de edifícios de igrejas e património religioso na UE”, uma estrutura coliderada pela COMECE desde o final de 2025.
O roteiro conceptual do congresso apoia-se também na “exposição itinerante ‘Igrejas como Quartos Lugares – Perspetivas de Mudança'”, um projeto desenvolvido pelo Museu da Cultura da Construção da região alemã da Renânia do Norte-Vestefália.
O secretário-geral da COMECE, padre Manuel Barrios Prieto, fará a abertura dos trabalhos com foco no “património religioso rural como ativo territorial” e nos desafios contemporâneos da “transformação de igrejas e mesquitas”.
O último dia de atividades encerra com uma avaliação pública sobre as “atividades, necessidades e desafios relacionados com as igrejas” reinventadas enquanto polos de fixação cívica para as novas gerações.
OC
